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Responsável por 24,4% do PIB baiano, agronegócio equilibra economia do estado

Maior polo agrícola e principal produtor de grãos do Nordeste brasileiro, o oeste baiano é destaque no agronegócio


Maior polo agrícola e principal produtor de grãos do Nordeste brasileiro, o oeste baiano é destaque no agronegócio, setor responsável por 24,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado. O PIB do setor – que registrou uma expansão de 11,7% entre 2020/2021, em relação a 2019 – contribui para alavancar o desempenho econômico da região, que é composta por 24 municípios, entre os quais Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, São Desidério e Correntina. São cidades que representam, hoje, uma Bahia economicamente próspera mesmo em meio à crise sanitária, decorrente da pandemia do coronavírus, que, no país, já ceifou a vida de quase 435 mil brasileiros até o momento.

O secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura do Estado, João Carlos da Silva, ressalta que o agronegócio baiano tem sido importante para a manutenção do equilíbrio na balança econômica da Bahia. “O agronegócio baiano tem sido importante para a balança econômica do estado. Em 2020, por exemplo, o agro foi responsável por 24,4% do PIB da Bahia. As notícias sobre a produtividade e a produção recorde de soja, que aumentou 11,7% em 2020/2021, e o considerável percentual de 51% das exportações da Bahia de 2020 foram do agronegócio. Como bom exemplo, temos o oeste baiano que é uma referência de produção e produtividade. A nossa pasta faz um trabalho de incentivo aos produtores rurais e associações que impactam positivamente nas cadeias produtivas”, destaca o gestor estadual.

Para o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Odacil Ranzi, a agricultura do oeste baiano atingiu o estágio de excelência atual devido a um conjunto de fatores, entre os quais os períodos de chuva e estiagem bem definidos; a introdução de tecnologias em sementes, máquinas, insumos químicos e biológicos; e a adoção de técnicas de manejo que visam proteger o solo, dando uma característica mais sustentável dos pontos de vista ambiental e socioeconômico. “Nesta safra, a produção de soja, na região, atingiu, mais uma vez, volume recorde de 6.834.000 toneladas, cultivadas em 1,7 milhão de hectares, registrando 67 sacas por hectare, que representa o maior índice de produtividade do Brasil. O milho, que está com a colheita em andamento, deve superar a safra passada, produzindo 1,8 milhão de toneladas, e o algodão promete alcançar ou superar os números da última safra, mesmo com a redução da área plantada. Estamos produzindo cada vez mais, na mesma área. Esse é o presente e o futuro da agricultura”, avalia Odacil.

O dirigente da Aiba ressalta ainda que, ao longo dos 30 anos de existência, a entidade tem sido parceira dos agricultores da região, liderando as lutas de interesse do setor nas três esferas de governo, articulando iniciativas de busca pela tão desejada segurança jurídica, desenvolvendo programas de infraestrutura, que já construíram, em parceria com a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) e municípios, mais de 150 quilômetros de rodovias pavimentadas. “A Aiba tem sido fundamental, também, como centro de sistematização e

organização de informações geográficas, agronômicas e meteorológicas. Hoje, essa instituição se faz cada vez mais necessária e produtiva”, pontua Odacil.

A roda gira

O oeste baiano depende estreitamente do agronegócio em todos os setores econômicos, entre os quais os de comércio e de serviços, de acordo com a avaliação do presidente da Abapa, Luiz Carlos Bergamaschi. “São os recursos que provêm das lavouras que fazem girar a roda econômica”, reforça o dirigente da entidade responsável pela transferência de tecnologia, de qualificação de mão de obra e de melhoria da infraestrutura local. Bergamaschi conta que, tanto na recém-colhida safra de soja quanto na de algodão, que está prestes a começar, a confluência de fatores climáticos, agronômicos e mercadológicos está animando o produtor. “Os preços das commodities estão bons e o clima tem ajudado. A pandemia do coronavírus, ao contrário do que se imaginava no início, não comprometeu o abastecimento do mercado interno, porque o agro não parou. Tivemos de nos adequar a algumas das medidas de prevenção, mas a agricultura e o beneficiamento, pela própria natureza destas atividades, já atendem às várias exigências sanitárias, como o uso de EPIs”.

Fonte: A Tarde

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