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MP pede prisão de prefeito de Manaus


O Ministério Público do Amazonas pediu a prisão e o afastamento do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), e da secretária municipal de Saúde, Shadia Fraxe, por irregularidades e favorecimento a aplicação de vacinas na cidade. Na ação, o MP lista pelo menos seis funcionários do alto escalão da prefeitura, incluindo a própria Fraxe, e mais três pessoas como tendo furado a fila, que chegou a ser suspensa. A Justiça, então, obrigou a prefeitura a divulgar diariamente a lista de vacinados e suspendeu a distribuição de novas doses de imunizantes.

Então... Após a crise da Covid-19 ter causado mil mortes em oito dias no Amazonas, o Ministério da Justiça abriu um processo para investigar se houve abuso na venda de oxigênio hospitalar no estado. A White Martins, responsável pelo fornecimento do gás a Manaus, havia alertado o Ministério da Saúde sobre o iminente colapso seis dias antes do desabastecimento. Apesar disso, o presidente Jair Bolsonaro disse que o governo não sabia da situação e fez além do que “era obrigado a fazer” durante a crise. (Folha)

Longe do Amazonas, a guerra das vacinas continua. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse que a instituição pode exportar para países vizinhos 54 milhões de doses da CoronaVac, caso o governo federal não indique a compra dos imunizantes até este fim de semana. O Ministério da Saúde, porém, informou que o contrato firmado com a instituição prevê que a compra de um novo lote, além dos 46 milhões de doses já adquiridos, pode ser feita até abril. (Estadão)

Cientistas criticam a posição do governo federal. Segundo eles, mesmo com a previsão contratual, é importante garantir logo o maior número de doses para a população. Márcio Bittencourt, do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica do Hospital Universitário da USP, lembra que o Brasil precisará de mais 400 milhões de doses para imunizar toda a população, mas não tem sequer 100 milhões garantidas.(Globo)

Mas essas são vacinas que ainda precisarão ser fabricadas. Com as que tem agora, o governo de São Paulo quer adiar a segunda dose para aplicar a primeira em mais pessoas, mas precisa de autorização do Ministério da Saúde.

Josias de Souza: “A inépcia e o negacionismo de Bolsonaro fizeram da CoronaVac uma vedete no espetáculo da imunização no Brasil. A aposta na vacina do laboratório chinês Sinovac elevou a estatura política de João Doria. A tal ponto que alguma coisa lhe subiu à cabeça. E não foi juízo. Abespinhado com a demora da União em formalizar a encomenda de novos lotes da vacina, o governador de São Paulo acena com a hipótese de exportar as doses excedentes. Para um político convencional, enviar vacinas para imunizar estrangeiros seria um grave erro. Para um presidenciável como Doria, seria suicídio político.” (UOL)

O Brasil ultrapassou as marcas de 220 mil mortos e 9 milhões de infectados pela Covid-19. Na quarta-feira foram registrados 1.319 óbitos, com tendência de alta em nove estados: MG, GO, MT, AC, AM, RO, RR, CE e PI.

E o temor da variante amazonense do coronavírus, que já chegou a São Paulo e a pelo menos oito países, fez com que Portugal suspendesse os voos entre o país e o Brasil.

Aliás... Após a Moderna, as parceiras Pfizer e BioNTech anunciaram doses de reforço de suas vacinas para dar conta das novas variantes do vírus.

Fonte: Meio

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