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Nos bancos, medo de que Bolsonaro vire Dilma


Os ouvidos foram três banqueiros, dois economistas dos principais bancos de investimento e dirigentes de dois grandes fundos de private equity. Falam em off — comprar briga com governo não interessa a ninguém. Mas em entrevista ao repórter Julio Wiziack, os sete manifestaram o mesmo temor: de que o presidente Jair Bolsonaro passe a gastar mal e em excesso, seguindo o caminho já trilhado pela ex-presidente Dilma. Para os presidentes de dois dos bancos, há espaço para, mesmo com mais gastos durante a pandemia, o país refinanciar sua dívida sem colapsar a economia. Mas eles acreditam que Bolsonaro já fez sua escolha e que o objetivo será implementar gastos para alavancar popularidade e garantir sua reeleição. Durante o governo Dilma, as brigas da presidente com seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e uma política de gastos públicos para aquecer a economia que não gerou efeito, agravaram a crise econômica, levaram à impopularidade, e ao impeachment. (Folha)

Há diferenças — no caso do governo Bolsonaro, onde corta no orçamento também importa. Ainda em plena pandemia, o Ministério da Saúde, por exemplo, vai contar com R$ 127,75 bilhões, em 2021, se depender do Planalto. É menos do que foi previsto para 2020, R$ 174,84 bi. Não só. De acordo com os planos do governo, a Defesa receberá R$ 5,8 bilhões mais do que a Educação, no ano que vem. (Estadão)

Então... A situação econômica é grave. O número de beneficiários do Bolsa Família é maior do que o de pessoas com carteira assinada em dez estados do Norte e Nordeste. Até março, eram oito. (Poder 360)

Míriam Leitão: “Há dinheiro sobrando no Orçamento. Essa é a ironia desta crise. Até junho, o dinheiro não executado chegou a R$ 31 bilhões. Outro risco: em 2021, não há meta fiscal porque foi impossível estabelecer uma previsão quando foi feita a LDO. O ambiente parece perfeito para os gastadores. Só que existem dificuldades técnicas e uma trava para os gastos: o teto. Não é a primeira vez que o ministro Paulo Guedes entra em zona de turbulência, mas esta é a pior crise. No governo, dizem que ele não sai, mas a tensão está aumentando. A solução, segundo eu soube no governo, será conseguir algum dinheiro este ano para atender aos ministros Rogério Marinho e Tarcísio de Freitas. E essa foi toda a discussão das últimas horas. Para entender o ambiente de ontem, de boatos sobre a queda do ministro Paulo Guedes, é preciso saber três coisas. Há uma rede de intrigas, há complexas questões fiscais envolvidas e existe o desgaste. Um observador da cena interna do governo lembra que já houve outras crises e a atual começou em abril, com o anúncio do Plano Pró-Brasil, quando se falou abertamente em abandonar o teto de gastos. A equipe econômica, na época, fez uma reunião e disse que estava com Guedes. Se o teto caísse, sairiam todos. De lá para cá, vários já saíram. Nas outras duas grandes crises, ele teve defensores dentro do governo. Agora, eles estão rareando. Não é simples realocar o dinheiro que está sobrando, muito menos usá-lo no ano que vem porque o teto de gastos voltará a valer. O que ouvi no governo e entre economistas do mercado: Paulo Guedes não sai agora, e é difícil substituí-lo. Roberto Campos Neto tem dito a quem o procura que concorda em quase tudo com Guedes. Um aviso de que não aceitaria ser o substituto.” (Globo)

Fonte: Meio

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