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Escalada de violência e tensão racial toma EUA


No sábado à noite, um homem ainda não identificado que vestia o boné de um grupo de extrema direita foi morto a tiros, em Portland, no Oregon. Desde o sábado, uma caravana de carros e picapes com militantes pró-Trump foram incentivados a atravessar a cidade. O presidente Donald Trump chegou a retuitar o vídeo de militantes seus atirando contra os do movimento Vidas Negras Importam com armas de paintball e gás pimenta. Trump não parou de tuitar a respeito da crise em Portland por um momento, durante o fim de semana. A escalada de tensão racial nos EUA não parece que vai diminuir. Na semana passada, um adolescente branco de 17 matou dois manifestantes negros com tiros de AR-15. A polícia não revelou a identidade da vítima de Portland, tampouco informou se há suspeitos. (New York Times)

A dupla questão da violência na sociedade e de justiça racial deverá dominar a eleição presidencial. O Partido Republicano tomou um caminho de marketing eleitoral e discurso que impõe uma escolha: segurança de um lado ou direitos civis de não-brancos, do outro. Assim, disfarça a economia ruim e o vasto número de mortes por conta da pandemia. Neste sentido, parece ter tido sucesso de impor a pauta debatida em campanha. (CNN)

Jennifer Rubin, do Washington Post: “Donald Trump incitou medos racistas desde que se anunciou candidato à presidência, em 2015. Ordenou que se jogasse gás contra manifestantes pacíficos e enviou tropas armadas a Portland para enfrentar passeatas sem apresentar razões legais. Ele vem usando imagens de caos e violência para instigar medo em americanos brancos. Promete manter subúrbios (leia-se brancos) protegidos contra moradia integrada (leia-se vizinhos negros). Encoraja a polícia a não ser ‘boazinha’ ao lidar com suspeitos. Ele nega a existência de racismo sistêmico e acusa manifestantes de serem anarquistas, socialistas ou extremistas violentos. Se recusa a condenar policiais que matam homens e mulheres negros desarmados ou grupos armados brancos que se engajam em violência. Sua assessora, Kellyanne Conway, confessou que quanto mais violência nas ruas, melhor para sua candidatura. Este fenômeno — denunciar a violência após provocá-la com tensão racial — é parte do guia do supremacista branco.” (Washington Post)

Fonte: Meio

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