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Jair Bolsonaro pede guerra contra governadores


O presidente Jair Bolsonaro, ontem, pediu a empresários que entrem em guerra com os governadores de seus estados — principalmente, São Paulo. Aumentou o fogo na frigideira do ministro da Saúde, Nelson Teich, dizendo que exigia que o ministério recomendasse ativamente o uso de cloroquina. Acusou Rodrigo Maia de querer “ferrar o governo”. Depois se reuniu com o presidente da Câmara e a ele pediu paz. “Voltamos a namorar”, afirmou Bolsonaro. “É meu papel institucional, principalmente num momento de crise e de perdas de tantas vidas, o mais importante é sempre o diálogo, ver de que forma o governo federal vem atuando, conhecer o gabinete e toda a sua estrutura”, afirmou o deputado. Para políticos ouvidos pelo Painel, é indício de quanto o presidente está desnorteado. (Folha)

O pedido de guerra foi contra todos os governadores, mas um em particular foi pinçado. “Um homem está decidindo o futuro de São Paulo”, afirmou o presidente. “Está decidindo o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, têm que chamar o governador e jogar pesado, jogar pesado, porque a questão é séria. É guerra.” Bolsonaro voltou a se queixar das medidas de isolamento social. “Então, pressionem os governadores, pressionem os governos a quem de direito. A Presidência da República está com vocês. O presidente Bolsonaro trabalha para vocês. O governo trabalha para vocês, a Presidência, aqui em Brasília. Pressionem a quem de direito, por favor.” O governador João Doria respondeu. “Lamento que o presidente da República, ao invés de defender vidas de brasileiros, esteja mais interessado em atender a um pequeno grupo de empresários vinculados à Fiesp.” (G1)

Em Brasília, todas as atenções hoje estarão direcionadas ao ministro Nelson Teich. Ele vem afirmando que não recomendará um remédio contra o consenso da comunidade científica. Pode se demitir. Segundo o Radar, seu número dois, o general Eduardo Pazuello, já foi convidado a assumir o cargo. (Veja)

Comentarista de política do Valor, Maria Cristina Fernandes aponta para o auxílio emergencial de R$ 600, que expira ao fim deste mês, como um dos principais motivos que mantém o Congresso inerte perante a pressão de Bolsonaro. Uma quantidade muito grande de pessoas está recebendo o dinheiro, que faz imensa diferença. Prefeitos e vereadores, principalmente nas regiões mais pobres, percebem o grande valor eleitoral deste recurso. E são estes que formam a base política de muitos deputados. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que o auxílio não será renovado. (Twitter)

Fonte: Meio

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