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Bolsonaro põe comediante para responder sobre PIB


O dia foi de pibinho: em 2019, de acordo com anúncio feito pelo IBGE, o Brasil cresceu 1,1%. É menos do que nos dois anos anteriores, sob comando de Michel Temer. Perante a má notícia, como de praxe, o presidente Jair Bolsonaro tentou produzir uma distração. Em sua tradicional parada à porta do Palácio da Alvorada, quando deixa o carro e fala aos jornalistas perante uma claque de fãs, ontem não foi o presidente quem se apresentou. Foi o humorista Márvio Lúcio, contratado pela TV Record, conhecido como Carioca. Vestido de presidente e com faixa presidencial, tentou dar entrevistas a um grupo atônito de jornalistas. Como ninguém perguntou qualquer coisa, ele passou a distribuir bananas para repórteres, fotógrafos e cinegrafistas. Que tampouco foram aceitas. Bolsonaro assistiu a tudo rindo muito. E não respondeu a qualquer pergunta sobre o estado da economia. (Estadão)

A ideia de ironizar os jornalistas foi do próprio humorista. Carioca gravou com Bolsonaro uma entrevista na noite anterior, que será levada ao ar pelo Domingo Espetacular, na Record. Ele sugeriu dar a entrevista na manhã seguinte. (Veja)

Pois bem. A expectativa do mercado, em dezembro de 2018 e otimista com o governo que entrava, era de crescimento de 2,55%. É o terceiro ano consecutivo de uma economia que decepciona. (Folha)

Vida que segue, sugere o ministro da Economia Paulo Guedes. Sua aposta é de crescimento acima de 2% neste 2020. O otimismo não é compartilhado. Sem sugerir um número específico, o FMI diminuiu sua projeção internacional para este ano por causa do coronavírus. O fundo acredita que o PIB mundial será menor do que os 2,9% do ano passado. Para remediar, o FMI criou um financiamento emergencial de US$ 50 bilhões para os países com a doença. (Valor Investe)

Adriana Fernandes: “O PIB frustra não só porque o novo governo ganhou as eleições prometendo mais crescimento, mas também porque a trajetória de recuperação mais rápida da atividade econômica do Brasil não está contratada. Pelo contrário, as incertezas continuam pairando no ar — boa parte delas provocada pelo próprio governo. Os dois primeiros meses de 2020 foram marcados por tensão, que vêm de fora, é claro, com o avanço do coronavírus e outros fatores geopolíticos, porém, governo e Congresso parecem não entender que o país precisa avançar. A desordem é grande. Ela chegou também ao Ministério da Economia e à agenda econômica, que pareciam blindados e contavam com confiança dos agentes econômicos. A percepção é de que voltamos há um ano, nos primeiros meses do governo Bolsonaro, quando presidente e lideranças do Congresso se engalfinhavam em debates e brigas em torno da articulação política. Presidente e seus ministros tentam novamente constranger os congressistas com estímulo às manifestações de rua. A diferença agora que não temos uma reforma da Previdência ‘salvadora’ para liderar a agenda. A pauta de projetos econômicos é tão diversa e reúne tantas frentes de interesse que até agora ninguém sabe dizer o que é prioritário. O PIB de Bolsonaro mostrou que os problemas de baixo crescimento do Brasil são bem mais profundos.” (Estadão)

Fonte: Meio

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