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Rondônia manda censurar clássicos, aí desiste


A Secretaria de Educação de Rondônia redigiu ofício com uma lista de 42 livros que as bibliotecas das escolas públicas deveriam retirar das estantes, encaixotar e devolver. Os títulos incluem Memórias Póstumas de Brás Cubas, Os Sertões e Macunaíma — três dos maiores clássicos da literatura brasileira. Além de Machado de Assis, Euclides da Cunha e Mario de Andrade, também foram listados no índex Ferreira Gular, Carlos Heitor Cony, Rubem Fonseca, Nelson Rodrigues, Franz Kafka e Edgar Allan Poe. De acordo com o alerta do governo, as obras são impróprias para crianças e adolescentes. (Globo)

A primeira reação do governo, quando o ofício começou a circular nas redes, foi de negar. Um site local chegou a afirmar tratar-se de fake news. Após a confirmação por professores que já haviam feito o recolhimento, a versão mudou. A Secretaria teria recebido uma denúncia, seus técnicos examinaram as obras, e constataram que eram clássicos — portanto o estudo era interno. Mas o ofício foi distribuído pelo sistema computadorizado do governo, está em nome do secretário, embora leve a assinatura eletrônica de sua número três. (Estadão)

Rondônia é governada pelo coronel PM Marcos Rocha, hoje no PSL, que faz campanha usando camiseta com o rosto do presidente Jair Bolsonaro. Foi o primeiro governador do país a anunciar a intenção de se filiar ao partido Aliança. (Tudo Rondônia)

O ato de censura viola o artigo 220 da Constituição.

Fonte: Meio

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