Anuncie

Anuncie

Pressionado pelo mercado, BC corta juros mais uma vez


A taxa Selic, dos juros básicos da economia, foi derrubada mais uma vez pelo Banco Central. Já estava em 4,50% ao ano, a mais baixa da história, caiu para 4,25%. É o quinto corte após um período de estabilidade que durou 16 meses. Quando descontada a inflação, o Brasil passa a um juro real de 0,91% — é a nona menor no ranking da Infinity Asset. Uma das preocupações que movem o BC é uma contração econômica global devido ao coronavírus na China. O país é o principal parceiro comercial brasileiro e a segunda economia do planeta. (Estadão)

Aliás… a epidemia tem levado economistas a diminuírem as projeções para o PIB brasileiro. O banco suíço UBS reviu de 2,5% para 2,1%. Enquanto a pesquisa Focus do BC aposta 2,3%. (Folha)

Míriam Leitão: “O Banco Central reduziu mais uma vez os juros, agora para 4,25%, apesar do pouco ou nenhum espaço de redução, mas avisou que é hora de interromper o ciclo de queda. Em um comunicado confuso, diz uma coisa e o seu contrário, usando para isso aquela linguagem própria, que carece de tradução para o idioma corrente do país. Diz que as expectativas de inflação estão baixas até 2022, mas ao mesmo tempo avisa que há riscos de que o atual nível de juros possa ‘elevar a trajetória da inflação acima do esperado’. Ora, se há risco, era o caso de não ter reduzido de novo a Selic. Se cortou, é porque acha que a economia ainda precisa de estímulo, ou seja, acredita que a recuperação da atividade está mais fraca do que o imaginado. Mas diz que os dados recentes mostram ‘a continuidade do processo de recuperação da economia’. Bom, se está tudo bem com a recuperação não precisava reduzir novamente os juros. Mais adiante, aponta como risco ‘o nível de ociosidade elevado’ que pode levar a um crescimento abaixo do esperado. Em resumo, avisa que o país está se recuperando, mas a retomada pode ser menor, que a taxa de inflação está controlada até o fim do atual mandato, mas pode subir pelo estímulo dos juros baixos. Por fim, alertou que pode mudar de ideia, ou seja, voltar a cortar juros. E mandou o recado de que é preciso continuar as reformas e perseverar no ajuste fiscal. Há economistas que consideram que o Banco Central está indo longe demais e reagindo a pressões do mercado para reduzir a taxa. Quanto menor a Selic, maior a migração de investimentos para a bolsa. Mas a sua comunicação trôpega de ontem indica que o próprio BC está confuso diante da atual, e realmente complexa, perspectiva da economia.” (Globo)

Fonte: Meio

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.