Anuncie

Anuncie

Khamenei quer ataque iraniano a alvo de alto nível dos EUA


É raríssimo que ocorra — mas nas horas seguintes à morte do general Qassim Suleimani, o Conselho Nacional de Segurança do Irã se reuniu e o líder Supremo, aiatolá Ali Khamenei, decidiu aparecer. Não costuma participar de reuniões executivas. E foi ele quem estabeleceu para os generais os parâmetros para retaliar os EUA. Khamenei exigiu um ataque que seja proporcional, que cause dano equivalente aos americanos. Deve, também, ser um ataque de clara autoria iraniana, ao invés da prática habitual de atacar via aliados. Nas ruas de Teerã, as multidões que acompanharam o enterro de Suleimani, que morreu após ser atingido por um míssil americano no Aeroporto Internacional de Bagdá, só se comparam às que acompanharam o funeral do fundador da República Islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini. (New York Times)

Enquanto isso... A presidente da Câmara dos EUA Nancy Pelosi está se movendo para limitar a capacidade de ação militar do presidente Donald Trump. Ela vai propor uma resolução que limite novas ações contra o Irã sem passar antes pelo Congresso. E haverá impacto direto no debate a respeito do impeachment de Donald Trump, já aprovado pela Câmara e ainda não enviado ao Senado. Para os republicanos, a morte de Suleimani pode contribuir para um novo argumento de defesa. Trump estaria contribuindo para a luta contra terroristas. Os democratas argumentam o contrário. Muitos estão convencidos de que a ação sem consulta do Legislativo foi ilegal, o que daria novo motivo para impeachment.

Pois é. Considerado um líder mais aberto, o presidente iraniano Hassan Rouhani tuitou em resposta a Trump. Seu par americano havia lembrado os 52 reféns feitos pelo Irã, na embaixada dos EUA, nos anos 1970. “Quem se refere ao número 52 também deve se lembrar do número 290. Nunca ameace a nação iraniana”. O número se refere aos 290 passageiros morts, em 1988, quando um avião civil iraniano foi derrubado por um míssil americano. (G1)

A troca de ameaças pode se intensificar ainda mais. Trump teria bloqueado a entrada do Ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif nos EUA. Zarif teve o seu visto negado para participar do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre o caso de Suleimani. A ação viola os termos de um acordo da ONU que exige Washington autorizar a entrada de figuras estrangeiras que vão conduzir negócios na ONU. (Foreign Policy)

Não só. Para entrar nos EUA, cidadãos americanos nascidos no Irã estão passando por longos interrogatórios. Entre as perguntas sendo feitas para alguns está sobre a opinião a respeito do conflito. (New York Times)

Os protestos contra os americanos estão nas ruas da capital iraniana e nas redes sociais. A hashtag Severe Revenge (Vingança cruel, em tradução livre), foi espalhada no Twitter mais de 100 mil vezes em apenas 14 horas. (Estadão)

Fonte: Meio

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.