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Irã lança mísseis contra bases dos EUA no Iraque


O Irã disparou mais de doze mísseis balísticos contra duas bases militares americanas no Iraque. Uma em Irbil, no Curdistão, próxima à fronteira entre os dois países. A outra foi a Base Aérea al-Asad, a principal e mais bem preparada, que é localizada próxima ao centro geográfico iraquiano. Mísseis balísticos são mais sofisticados do que foguetes, mas não são teleguiados em toda sua jornada até o alvo, tampouco têm a capacidade explosiva dos mísseis de maior porte. O governo dos EUA afirmou que o ataque não deixou vítimas e ainda está avaliando os danos materiais. (Washington Post)

O presidente americano Donald Trump tuitou. “Está tudo bem!”, afirmou. “Estamos avaliando vítimas & danos neste momento. Por enquanto, tudo bem!” Temos as Forças Armadas mais poderosas e bem equipadas do planeta, de longe. Farei um comunicado pela manhã.” (Twitter)

O aiatolá Ali Khamenei, Líder Supremo iraniano, falou à nação na manhã desta quarta. “O povo do Irã desferiu um tapa na cara da América”, ele afirmou. Também disse que a ação não é suficiente para vingar a morte do general Qasem Suleimani — embora não tenha deixado claro se a ameaça velada permanece. De acordo com Khamenei, ao todo foram 22 os mísseis disparados. (i24)

Então... O chanceler iraniano, Javad Zarif, foi mais preciso. “O Irã executou medidas proporcionais de resposta, em autodefesa, ao atingir a base que covardemente atacou membros sêniores do governo”, afirmou num comunicado em inglês. “Não buscamos escalar o conflito, tampouco uma guerra, mas nos defenderemos contra qualquer agressão.” (Twitter)

A imprensa americana atribui a decisão de matar Suleimani aos secretários de Estado Mike Pompeo e de Defesa, Mark Esper. Ambos foram colegas de turma em West Point, a escola preparatória de oficiais dos EUA. Eles vêm pressionando Trump para endurecer com o Irã há meses. O cerco de dois dias da embaixada americana no Iraque, na última semana de 2019, ligou o alerta na Casa Branca, com o temor de que um diplomata pudesse ser morto. Foi quando o presidente cedeu à decisão. (The New Republic)

Embora não tenha deixado vítimas, é o primeiro ataque direto iraniano aos EUA desde a crise da embaixada, logo após a Revolução que alçou os aiatolás ao poder, ainda durante o governo Jimmy Carter. O país vinha adotando uma política de fazer ataques terceirizados, através de milícias de outros países — organizadas, diga-se, por Suleimani. (Globo)

Pois é... O Irã cobrou explicações das autoridades brasileiras sobre a posição do Brasil. O Itamaraty se manifestou favorável ao ataque americano contra o general, que descreveu como um ato de luta contra o terrorismo. (Congresso em Foco)

Sobre patente... o presidente Jair Bolsonaro e o Itamaraty ainda não conseguem chegar a um acordo sobre como chamar o comandante iraniano Qassim Suleimani. Presidente disse que "general lá que não é general". Já o ministério das Relações Exteriores, em circular telegráfica enviada a diplomatas, chama Suleimani de general. (Folha)

Lauro Jardim: “Depois do primeiro rompante, com a nota oficial do Itamaraty, de apoio à ação americana, a ordem agora no Palácio do Planalto é baixar a bola e não se manifestar mais. Ou, como disse um ministro com assento no Palácio do Planalto, o Brasil agora vai ‘ficar pianinho’.” (Globo)

Aliás... a embaixada dos Estados Unidos no Brasil emitiu um alerta de segurança para cidadãos americanos no país. Comunicado aconselha discrição, alerta sobre seu entorno e documentos de viagem atualizados. (Folha)

Miriam Leitão: “Os preços do petróleo voltaram a subir ontem à noite após o ataque de mísseis a uma base americana no Iraque. Isso aumenta a pressão dentro do governo brasileiro para se encontrar uma solução mágica para o preço dos combustíveis. Toda vez que as cotações ficam voláteis o governo ensaia a mesma discussão, a de reduzir impostos, interferir nos preços, ou de criar um colchão de amortecimento. Foi assim na ameaça de uma greve dos caminhoneiros, e depois no atentado às refinarias da Arábia Saudita e agora na crise do Irã. Se quer alguma solução, ela tem que ser pensada quando não há crise”. (O Globo)

Sobre as reações da comunidade internacional, a ministra da Defesa alemã, Annegret Kramp-Karrenbauer, disse que seu país "rejeita o ataque". A Grã-Bretanha também seguiu a mesma linha. (Al Jazeera)

Em meio à tensão... Um Boeing 737 das Linhas Aéreas Ucranianas, caiu próximo a Teerã. Os 176 passageiros e tripulantes morreram. A queda ocorreu poucas horas após os disparos de mísseis e ainda não há hipótese para explicá-la. (G1)

Fonte: Meio

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