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Clima vira e massas protestam contra governo, no Irã


Reverteu pela terceira vez este ano o clima das ruas iranianas, e a população voltou a protestos massivos contra o governo. No sábado, em um gesto raro, um general confirmou na TV que as Forças Armadas derrubaram sem intenção o avião de passageiros ucraniano que carregava 176 pessoas a bordo. O regime havia negado participação por três dias. Ao que parece, o Boeing foi atingido após ser confundido com um ataque. Após o reconhecimento, o presidente Hassan Rouhani tuitou. “A República Islâmica lamenta o erro desastroso, minhas orações se voltam para as famílias em luto.” As multidões que eram pró-governo por conta da morte por míssil americano do general Qassim Suleimani, voltaram ao tom crítico que tinham na virada do ano. Aos protestos, agora, se juntam também conservadores religiosos que questionam as decisões dos militares. Os manifestantes têm sofrido repressão da polícia local por direcionar as críticas principalmente ao líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. A expectativa é que as ruas encham novamente nesta segunda-feira. (New York Times)

Enquanto isso, foguetes atingiram base usada pelos EUA no Iraque. Pelo menos quatro soldados iraquianos ficaram feridos. Um ataque semelhante em dezembro matou um funcionário americano, o que levou ao aumento da tensão entre Irã e EUA e ao assassinato do general iraniano Qasem Suleimani. (Globo)

Lourival Sant’Anna: “O ataque deste domingo, que só atingiu iraquianos, corre o risco de prejudicar as relações com o Iraque, importante aliado regional. E enfraquecer a justificativa para a expulsão das tropas americanas pelo Iraque, aprovada pelo Parlamento iraquiano no domingo, 5. Daí que as manifestações em Teerã e em outras cidades iranianas, violentamente reprimidas pelas forças de segurança, devem ser a motivação mais importante para o novo ataque: desviar a atenção, manter a tensão com os EUA no topo da agenda e assim buscar dar legitimidade à repressão, diante da ameaça externa.” (Estadão)

Pois é... O secretário de Defesa americano, Mark Esper, admitiu não ter nenhuma prova de que Suleimani planejava atacar quatro embaixadas do país. A afirmação tinha sido a justificativa do presidente Donald Trump para o ataque. (UOL)

O Facebook anunciou que tem deletado de suas redes sociais publicações de apoio ao general iraniano. Segundo a empresa, a medida é para cumprir com as sanções americanas. O governo iraniano pediu uma ação legal contra o Instagram em protesto. A rede é uma das únicas liberadas no país. (CNN)

Fonte: Meio

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