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Bolsonaro frita Onyx Lorenzoni e esvazia Casa Civil


O ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni chegou ontem a Brasília, após ter antecipado seu retorno das férias nos EUA. Já encontrou sua pasta imensamente esvaziada, após o presidente Jair Bolsonaro ter tirado dela sua principal função — o PPI, Programa de Parcerias e Investimentos. Foi para o ministério da Economia. Em seu partido, o DEM, muitos recomendam que ele deixe a pasta. Foi um gesto repentino de esvaziamento, por parte de Bolsonaro, e enquanto ele estava fora do país. O ministro e o presidente conversarão hoje para decidir seu futuro. (Folha)

A quinta-feira foi marcada por confusão no Planalto. Bolsonaro voltou atrás e negou a readmissão do número dois da Casa Civil. O presidente já havia publicado no Diário Oficial que Vicente Santini seria indicado a um novo cargo na pasta, mas tornou a admissão sem efeito. Em um tuíte, ele anunciou ainda a demissão do interino, Fernando Wandscheer de Moura Alves, tudo sem consultar Onyx. Consultou, porém, os generais Augusto Heleno e Luiz Carlos Ramos que, segundo Lauro Jardim, o convenceram de que a manutenção de Santini como favor aos filhos representaria um desgaste grande demais. (Globo)

É possível que Onyx saia mesmo. Nos bastidores há uma ofensiva interna contra o ministro organizada pela ala militar. A ideia é transferi-lo para um ministério da área social, o que o faria deixar o Palácio do Planalto. Segundo aliados do presidente, o caso Santini surgiu como a justificativa perfeita para uma reformulação. Bolsonaro não estaria contente com a atuação de Lorenzoni e, desde o ano passado, vem diminuindo ao poucos seu poder. Em junho, ele já havia perdido a função de articulador político e a Subchefia de Assuntos Jurídicos (SAJ). A coordenação do Conselho da Amazônia também foi passada para o vice-presidente, Hamilton Mourão. (Estadão)

Agora de manhã, mais uma baixa atropelando o ministro. Gustavo Chaves Lopes, assessor de imprensa, foi exonerado. (Antagonista)

Pois é. O PPI era uma demanda antiga de Paulo Guedes, que não via razão de o programa ficar subordinado à Casa Civil. Guedes fez chegar ao presidente que o programa tinha que ser tocado por técnicos da Economia. (G1)

Fonte: Meio

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