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Redes sociais influenciam voto de 45% da população, segundo pesquisa do Senado e da Câmara

Quase metade dos entrevistados (45%) em pesquisa nacional de opinião pública realizada pelo DataSenado afirmou que decidiu voto em período de eleições levando em consideração informações vistas em alguma rede social. As redes sociais mais citadas foram o Facebook (31%) e o Whatsapp (29%).


O levantamento entrevistou 2.400 cidadãos de todos os estados do País para conhecer quais redes sociais os brasileiros mais usam e como se comportam em relação às notícias falsas (fake news).

Fontes de informação mais frequentes são: Whatsapp, TV, YouTube e Facebook

O estudo também abordou temas acerca da privacidade de dados na internet. Os resultados da pesquisa indicam que as fontes de informação de uso mais frequente, nessa ordem, são: Whatsapp, televisão, YouTube e Facebook. Em seguida aparecem os sites de notícias, Instagram, rádio, jornal impresso e Twitter. O público mais jovem tem utilizado menos a televisão e mais as mídias digitais, como YouTube e Instagram.

Os resultados indicam que os brasileiros acreditam que os conteúdos nas redes sociais influenciam muito a opinião das pessoas. O público jovem usa mais as redes sociais e também considera mais informações nesses meios para sua decisão de voto. Ao mesmo tempo que as redes sociais diversificam as fontes de informação para os cidadãos. Para 90% dos entrevistados, esses meios também deixam as pessoas mais à vontade para expressar opiniões preconceituosas.

De cada 10 brasileiros, 8 já identificaram fake news nas redes sociais e 82% afirmou verificar se uma informação é verdadeira antes de compartilhá-la. Esse percentual de pessoas que verificam as informações é crescente conforme o aumenta o grau de escolaridade dos entrevistados.

Os resultados da pesquisa indicam que praticamente a metade dos brasileiros acha difícil identificar notícias falsas em redes sociais. Os veículos de comunicação como televisão e jornais possuem maior credibilidade do que as informações de redes sociais para a grande maioria dos cidadãos, porém brasileiros de menor escolaridade se dividem nessa percepção.

A pesquisa foi promovida em parceria com as Ouvidorias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Os resultados completos estão disponíveis no seguinte endereço: bit.ly/ouvcd04.

Os resultados da pesquisa serão debatidos por especialistas neste assunto em audiência pública promovida pelas Ouvidorias da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, nesta quinta-feira (12), no plenário 11, da Câmara.

A audiência será transmitida online. Clique aqui e participe.

Estão confirmados especialistas do Google, Facebook, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio (ITS), da Universidade de Brasília, da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Metodologia da pesquisa

Foram entrevistados 2.400 cidadãos que têm acesso à internet, em todas as unidades da Federação, por meio de ligações para telefones fixos e móveis, no período de 17 a 31 de outubro. A amostra é estratificada, totalmente probabilística, com alocação proporcional à população, segundo o IBGE.

A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. Algumas questões foram respondidas por grupos específicos da amostra. Para estas questões, a margem de erro é superior a dois pontos percentuais

Fonte: Agência Câmara Notícias

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