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Flavio Bolsonaro apela ao STF para barrar investigações


Foi em menos de um dia — a Defesa do senador Flávio Bolsonaro entrou com pedido de habeas corpus no Supremo para tentar impedir o prosseguimento da investigação sobre desvio de dinheiro público em seu gabinete na Assembleia Legislativa do Rio. A análise do caso, que tramita sob sigilo, ficará a cargo do ministro Gilmar Mendes. O filho Zero Um pode ter mais chances de obter uma vitória no Supremo e paralisar novamente as investigações se a análise ocorrer durante o período do recesso — sob comando de Dias Toffoli e Luiz Fux. Ambos já deram liminares que o beneficiaram. (Estadão)

Enquanto isso... Bolsonaro, o presidente, tirou o corpo fora e afirmou “não ter nada a ver” com a investigação. Mas em conversa por WhatsApp em 2017, Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio, indica que integrantes da família tinham conhecimento e estavam preocupados com o fato de uma das assessoras nomeadas ser casada com o miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega. Flávio sempre negou que soubesse e chegou a responsabilizar Queiroz pela nomeação de Danielle Mendonça da Costa. Ela trabalhou no gabinete até o ano passado e teria repassado R$ 203 mil ao ex-assessor por meio de duas pizzarias controladas por Adriano.

A suspeita do MP é de que o filho Zero Um lavava o dinheiro arrecadado na rachadinha comprando e vendendo apartamentos e em sua loja da Kopenhagen. Ele teria lavado até R$ 1,6 milhão no estabelecimento. E os depósitos coincidiam com datas de recolhimentos feitos por Queiroz. (Folha)

Flávio rebateu as acusações em vídeo.

Pois é. No vídeo, Flávio sugere que por trás das investigações está o governador fluminense Wilson Witzel, alvo favorito mais recente da família. Mas não é só dele que o presidente desconfia. Seu ministro da Justiça, conta Tales Faria, “anda muito esquisito”, tem dito Bolsonaro. (UOL)

Vera Magalhães: “O fechamento do cerco fez com que ganhasse corpo a ideia de tirar a Polícia Federal da alçada do ministro Sérgio Moro. É isso que explica a discussão, extemporânea aparentemente, de se recriar o Ministério de Segurança Pública, que existia sob Michel Temer e foi extinto justamente para concentrar atribuições e poderes em torno de Moro. A ideia de Jair Bolsonaro é designar para o Ministério de Segurança, caso a ideia prospere, o amigo e ex-deputado Alberto Fraga, expoente conhecido da ‘bancada da bala’ e um dos maiores propagandistas da política armamentista defendida por Bolsonaro, da qual Moro é crítico. A possibilidade de que o caso Queiroz atinja Bolsonaro e a família, o que levaria a PF a ser acionada, explica a pressa em tirá-la da alçada de Moro e colocá-la sob o comando de alguém mais próximo de Bolsonaro, além de político.” (BR Político)

Fonte: Meio

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