Anuncie

Anuncie

Insegurança com Brasil e preços difíceis de calcular afastam gigantes de leilão do pré-sal


Foi muito aquém do que esperava o governo federal o megaleilão do pré-sal realizado ontem. Das quatro áreas oferecidas ao mercado, apenas duas foram vendidas — pelo preço mínimo. Nenhuma das gigantes estrangeiras entrou na disputa. Ao invés de arrecadar o mínimo de R$ 106,5 bilhões que esperava, virão para os cofres públicos R$ 69,96 bi. Pior: foi a Petrobras a principal compradora de ambos os blocos. O de Itapu vai ser explorado em 100% pela empresa e, o maior deles, de Búzios, tem participação de 10% de duas chinesas. (G1)

Brasília já havia percebido sinais de que o fiasco era possível na semana passada. Nenhum executivo importante das grandes petroleiras veio acompanhar as ofertas, conta o Painel. (Folha)

Há debate entre os analistas a respeito do que houve. As áreas leiloadas são valiosas e a previsão é de que produzam entre 6 e 15 bilhões de barris. Mas as regras do leilão exigiam dos vencedores que assinassem acordo de coparticipação com a Petrobras, além de compensar a empresa brasileira pelos investimentos já realizados. Com regras frouxas para este cálculo e na expectativa de um desembolso incerto de bilhões de reais, ficou difícil para as gigantes do setor avaliar o risco. (Valor)

Mas não só. Em parte, os investidores estrangeiros estão inseguros a respeito do Brasil. (Financial Times)

E há outro ponto... Acionistas começam a pressionar as gigantes por mais investimentos em energia limpa. A Shell, por exemplo, fez um investimento grande esta semana em produção offshore: adquiriu a Eolfi AS, uma companhia francesa de energia eólica. (Bloomberg)

Fonte: Meio

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.