Anuncie

Anuncie

Flamengo bate marca do Santos de Pelé


O Flamengo repetiu, num único fim de semana, a marca conquistada pelo Santos de Pelé em 1963 — sagrou-se campeão tanto da Libertadores da América quanto do Campeonato Brasileiro. O título continental foi ganho no campo. Uma partida difícil — e memorável. O River Plate argentino abriu o placar, aos 14 do primeiro tempo, e bloqueou o ataque rubro-negro ainda no meio campo. Mas os argentinos cansaram e a entrada do camisa 10 Diego desbloqueou o caminho já no quarto final da partida. Os brasileiros aumentaram a pressão, quase marcaram— após um cruzamento de Bruno Henrique, Arrascaeta chutou o ar sem chegar na bola, Gabigol chutou e encontrou dois argentinos que bloquearam seu caminho, o rebote foi parar nos pés de Éverton Ribeiro que mandou outro chute, desta vez agarrado pelo goleiro. Aos 43 minutos do segundo tempo, a sorte virou. Bruno Henrique lançou Arrascaeta na pequena área, o uruguaio cruzou tirando o goleiro da jogada para Gabigol chutar contra o arco desprotegido. Surpreendido por um gol que nos minutos finais empurrava o jogo para uma prorrogação, o River Plate congelou. Não devia. Ainda do campo de defesa, Diego lançou certeiro para Gabigol que se deslocava na direição da meia-lua. Ele driblou dois e, já próximo da marca do pênalti, mandou para as redes. 46 minutos, já nos acréscimos. Enquanto isso, no Brasil, o Palmeiras precisava vencer o Grêmio para manter-se na disputa pelo título nacional. Perdeu por 2 a 1 — garantindo ao Flamengo, no domingo, o Brasileirão. Assista aos melhores momentos. (Globo Esporte)

O clube estreia no Mundial de Clubes dia 17, no Catar, e já entra na semifinal. Seu adversário ainda será definido. O vencedor desta partida joga contra o vencedor da outra semifinal — disputada entre o Liverpool inglês, campeão da Champions Leage, cujo adversário também não foi decidido. Se uma final se confirmar entre Flamengo e Liverpool, será a repetição do jogo que, em 1981, deu ao rubro-negro seu título mundial. (Globo Esporte)

Há uma sombra no título do Flamengo. Os familiares dos dez rapazes que jogavam na base do clube e morreram num incêndio, em fevereiro deste ano, ainda não foram indenizadas. O clube entrou em acordo com os 16 sobreviventes e os pais de quatro dos mortos. Mas briga na Justiça a respeito do valor com as famílias dos outros. (El País)

Paulo Vincícius Coelho: “Pela primeira vez na história, depois do Santos de Pelé na Taça Brasil e na Libertadores, um clube ganha os dois torneios mais importantes no mesmo ano. Naquela época, o título anterior permitiu ao Santos entrar nas semifinais dos dois torneios. Com o Flamengo, foi diferente. Campeão da Libertadores e do Brasileiro jogando as duas campanhas inteiras. O Flamengo merece. É campeão porque fez tudo certo, o que inclui escolher o melhor técnico disponível no mundo pelo preço que cabe no orçamento. Resta a luta pelo vice. Importa pouco. Mas significa ter dois técnicos estrangeiros em primeiro e segundo lugar ou o primeiro sinal de espanholização. Nunca campeão e vice se revezaram na primeira e segunda posições por dois anos seguidos.” (UOL)

Márvio dos Anjos: “Nenhuma taça de magnitude continental é conquistada por acaso, ou por apenas um motivo. Houve um Jorge Jesus, houve os extraordinários reforços pontuais, mas houve antes muita história. Houve uma esforço dedicado no sentido de quitar as dívidas e aprender a ganhar. Em 2013, quando a chapa azul fez presidente Eduardo Bandeira de Mello, a responsabilidade fiscal se tornou prioridade. Era preciso cortar gastos, livrar o clube de penhoras, a fim de poder criar condições para um planejamento. Quem olha as recentes campanhas do Flamengo no Brasileiro vê um time frequentador assíduo do G4, e isso não é à toa: a primeira coisa que um clube ajustado regulariza são suas campanhas. O segundo gol de Gabigol, não se engane, começa por aí. Quando se trata de um clube como o Flamengo, esse tipo de sucesso inspira uma sociedade inteira. Reforça a cultura do poupar, do investimento consciente, de gasto responsável. Da administração da casa à aposentadoria privada, um triunfo desse tamanho dá enorme contribuição não só para um tipo de pensamento esportivo, mas também o econômico. Porque esta Libertadores rubro-negra não é só um título. É um sonho surrado e frustrado há 38 anos por um quinto da população do Brasil.” (Globo)

Fonte: Meio

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.