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Evo renuncia à presidência da Bolívia


Evo Morales renunciou à presidência da Bolívia ontem à noite, após uma escalada de tensões desde o último dia 20, quando ocorreram eleições gerais no país. Também renunciaram o vice-presidente Álvaro García Linera, o presidente da Câmara dos Deputados Víctor Borda, a presidente do Senado Adriana Salvatierra, e alguns ministros. Mais cedo, num gesto de rara interferência militar na América Latina atual, o comandante do Exército, Williams Kaliman, havia sugerido a renúncia de Evo. Ainda antes, a Central Operária Boliviana, associação dos sindicatos urbanos que fazia parte da base de apoio do presidente, também cobrou sua renúncia. Inúmeros sindicatos de mineiros igualmente haviam virado as costas para ele. A polícia está amotinada, recusando-se a obedecer ao governo. O país acordou, ontem, com a notícia de que a OEA encontrou indícios de fraude na contagem dos votos que livraram Evo de disputar um segundo turno e o elevaram a um segundo mandato. O então presidente chegou a anunciar que convocaria novas eleições.

O país está em caos. Em seu discurso de renúncia, Evo acusou os dois principais opositores, Carlos Mesa e Luis Fernando Camacho de serem responsáveis por uma série de ataques a seus partidários. A casa do ministro da Mineração, César Navarro, foi incendiada. O presidente da Câmara renunciou afirmando que seu irmão era mantido como refém. (El País)

À noite, a casa de um dos principais aliados de Mesa também foi incendiada. (Página Siete)

O agora ex-presidente denunciou que a polícia tem ordens para prendê-lo. Morales afirma ser vítima de um Golpe de Estado. (Twitter)

A polícia nega que exista esta ordem. (EMOL)

Homens encapuzados da polícia prenderam a presidente e o vice-presidente do Tribunal Supremo Eleitoral. Segundo o comandante da polícia, seguiam ordens do Ministério Público. (G1)

De acordo com o constitucionalista Williams Bascopé, na ausência dos quatro que estão na linha sucessória, Câmara e Senado devem entrar em sessão, eleger novos presidentes, então acatar oficialmente os pedidos de renúncia de Evo e seu vice, para na sequência quem assumir o Senado ser elevado ao cargo de presidente interino. A vice-presidente do Senado, Jeanine Añez, afirma que ela é a próxima na linha sucessória oficial. (Infobae)

Fonte: Meio

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