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Bolsonaro quer Exército no Campo, Guedes fala de AI-5


O presidente Jair Bolsonaro planeja enviar ao Congresso um projeto que crie uma GLO do Campo. Previstas na Constituição, as operações de Garantia da Lei e da Ordem ocorrem quando, em momentos extremos, o presidente da República acha necessário autorizar o uso das Forças Armadas após o esgotamento das estruturas de segurança pública. “Tem alguns estados em que, mesmo a Justiça determinando a reintegração de posse, é o governador que faz”, explicou seu raciocínio. “Isso é protelado. Tem um estado aí, não quero falar qual é, depois de oito anos que os caras invadiram fica mais difícil fazer reintegração.” (G1)

O presidente também acenou com excludente de ilicitude para GLO no caso de protestos no Brasil. Para Bolsonaro, as manifestações chilenas foram equivalentes a atos de terrorismo. “Protesto é uma coisa”, ele disse, “vandalismo, terrorismo, é outra completamente diferente.” (Globo)

Aliás... Em entrevista nos EUA, o ministro da Economia Paulo Guedes criticou o ex-presidente Lula. “Quando o outro lado ganha, com dez meses você já chama todo mundo para quebrar a rua?”, indagou, sugerindo que esta é a demanda do líder petista. “Não se assustem então se alguém pedir o AI-5”, seguiu o ministro. (Estadão)

De acordo com o Painel, Lula tem dito internamente que não mudará o tom de suas críticas ao governo. (Folha)

Reinaldo Azevedo: “Bolsonaro disse que vai mandar um projeto de lei para o Congresso autorizando operações de GLO para efetivar a reintegração de posse de áreas invadidas no campo. Se uma estrovenga como essa fosse aprovada pelo Congresso, coisa de que duvido, seria barrada pelo Supremo. Tratar-se-ia de uma inconstitucionalidade arreganhada. Note-se que, na semana passada, Fernando Azevedo e Silva entregou outro projeto de lei de que garante excludente de ilicitude nessas operações. Somando-se as duas coisas, tem-se que Bolsonaro quer soldados das Forças Armadas, associados à Força Nacional de Segurança, às divisões da Polícia Federal e das polícias militares e civis metidos em operações de reintegração de posse, que são de competência dos estados, com carta branca para matar. O que quer Jair Bolsonaro? Parece haver mesmo a disposição de empreender um processo de radicalização no país. Assim, em vez de o governo federal investir na paz e na distensão, faz o contrário. Há uma ação deliberada, resta evidente, para atrair as esquerdas e os movimentos sociais para o confronto.” (UOL)

Fonte: Meio

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