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Vaquejada de Serrinha, na Bahia, entra na 'lista suja' do trabalho escravo

Segundo Ministério da Economia, 17 trabalhadores foram encontrados no evento em situação de trabalho escravo, durante fiscalização feita em 2016.

Vaquejada em Serrinha (BA); eventos movimentam economia com atividades como leilões de cavalos e shows musicais — Foto: Eduardo Freire/BBC

A Vaquejada que ocorre anualmente na cidade de Serrinha, a cerca de 200 Km de Salvador, foi incluída na "lista suja" do trabalho escravo, divulgada na quinta-feira (3), pelo Ministério da Economia. O documento relaciona empregadores que submeteram trabalhadores à situação análoga à de escravidão.

Veja a relação completa através do documento oficial disponível de forma online.

Conforme o documento, 17 trabalhadores foram encontrados em situação de trabalho escravo, durante uma fiscalização feita na vaquejada, no ano de 2016. Apesar disso, a relação não detalha a situação em a qual os trabalhadores eram submetidos.

O G1 entrou em contato com o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA), para obter mais detalhes e aguarda retorno.

Por meio de nota, a organização do evento disse que o caso se refere a um episódio isolado, em que supostamente foi detectada a presença de trabalhadores em desacordo com a Legislação Trabalhista.

A nota falou ainda que a organização lamenta que tenha sido associada ao uso de mão-de-obra escrava, já que os fatos já foram esclarecidos na época, inclusive sendo autorizada a manutenção do trabalho dos mesmos trabalhadores no evento.

Disse também que serão tomadas todas as medidas para obter a imediata exclusão de seu nome da lista suja do Ministério do Trabalho, por entender que existem equívocos que necessitam de esclarecimentos.

Fonte: G1 BA

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