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Presidente do Peru dissolve Congresso


O presidente peruano, Martín Vizcarra, ordenou na tarde de ontem a dissolução do Congresso Nacional e convocação de eleições parlamentares para 29 de janeiro. A decisão tem base constitucional. O Congresso tem maioria formada pela oposição e o maior partido é o Força Popular, de Keiko Fujimori, filha do ex-ditador, ela em prisão preventiva por lavagem de dinheiro. O Congresso indicou para o Tribunal Constitucional ministros que mudariam a atual correlação de forças na principal corte do país — substituiu, ao todo, seis dentre um total de sete, estes novos fujimoristas. Até agora, o tribunal vinha rejeitando recursos de políticos, incluindo ex-presidentes e a própria Keiko, implicados no braço peruano da Lava Jato. Com seus novos indicados, os deputados pretendiam mudar este rumo. A substituição rápida destes magistrados foi também questionada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Vizcarra já havia ameaçado o Congresso com dissolução, caso o parlamento não avaliasse antes um dispositivo chamado Voto de Confiança, em que propôs uma reforma do método de escolha dos juízes. A Constituição permite ao presidente dissolver o Congresso quando este se recusa a avaliar dois Votos de Confiança seus. (El País)

Pois é... Reunidos 86 dos 130 congressistas, após a dissolução, votaram a suspensão temporária do presidente Vizcarra alegando ‘incapacidade moral’. A vice-presidente Mercedes Aráoz jurou a Constituição. Juridicamente, por já estar dissolvido, o Congresso não tem esta autoridade, revela Sylvia Colombo. Mas o Peru amanhece, hoje, em crise. (Folha)

Por: Meio

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