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Peronismo volta ao poder numa Argentina polarizada


Alberto Ángel Fernández é o novo presidente da Argentina. Advogado criminalista de formação, chefe de gabinete do presidente Néstor Kirchner e depois de sua viúva, também presidente, Cristina Kirchner, conquistou próximo de 48% dos votos válidos. A legislação argentina estabelece que se um dos candidatos ultrapassa a barreira dos 45%, não há segundo turno. Fernández, tido como moderado, governará um país dividido. Seu principal adversário, o atual presidente Maurício Macri, ultrapassou os 40%, estabelecendo uma diferença menor do que a esperada inicialmente. Macri acenou com uma trégua, convidando o vencedor para um café da manhã, hoje, para já planejarem a transição. Fernández, por sua vez, divulgou nas redes sociais um vídeo no qual festeja com amigos: “Um brinde a Macri, que está morto”, cantam. Em seu discurso de vitória, quando já passava das 23h, amenizou o tom. “Como disse o presidente Macri, me reunirei com ele amanhã para começarmos a conversar, lembrando que até 10 de dezembro é ele o presidente.” Cristina Kirchner também retorna ao governo, agora como vice-presidente. (La Nación)

O PIB argentino caiu 2,5% em 2018 e deve seguir no mesmo ritmo este ano. A inflação dos últimos doze meses chegou a 53,5%. A taxa básica de juros da economia está em 40% ao ano. Entre o segundo semestre do ano passado e primeiro deste, aumentou de 6,7% para 7,7% o número de pessoas em situação de indigência. Em setembro, o Congresso pôs o país em estado de emergência alimentar, o que lhe permitiu o aumento de 50% nos valores para programas de assistência que mantém a população sem fome. (G1)

Fonte: Meio

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