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Disputa por liderança da Câmara acirra racha no PSL


O novo cenário da briga que dividiu o PSL é a Câmara dos Deputados. O deputado candidato a embaixador Eduardo Bolsonaro se lançou também candidato a líder do partido na Casa e recolheu, durante o dia, 27 assinaturas para depor o Delegado Waldir do posto e então assumi-lo. Seria o suficiente, já que representa mais de a metade dos 53 parlamentares. O próprio presidente da República fez ligações pedindo participação. À tarde, a ala pró-Luciano Bivar, o presidente nacional da sigla, revidou. Colheu 32 assinaturas para manutenção de Waldir. Como as listas não são públicas, não é possível saber ainda quem assinou ambas. Já à noite, os bolsonaristas apresentaram nova lista — com 27 nomes, não se sabe se os mesmos da anterior. É decisão de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, escolher qual das duas (ou três) valerá. Os bivaristas, porém, têm o controle do partido e traçam planos de expulsar a deputada federal Carla Zambelli e outros leais ao Planalto. Se concretizado, o plano de Eduardo murcha. E o tamanho da bancada sofre. (Congresso em Foco)

Maia tem também seus próprios interesses. Anteontem recebeu diversos deputados em um churrasco que ofereceu ao deputado Alexandre Frota por seus 56 anos. O PSL bivarista estava lá, o bolsonarista, não. Se o grupo do presidente da República deixar mesmo a sigla, o que sobrar do PFL deve se fundir ao DEM — levando o dinheiro do fundo eleitoral, engordando a sigla e fortalecendo o Centrão. (Estadão)

Aliás... O filho Zero Três afirmou que a embaixada em Washington se tornou secundária perante a crise. “A gente está aqui para cuidar dos nossos eleitores, meu foco é ajudar o país.” (Globo)

Maiá Menezes, editora de Política: “O presidente Jair Bolsonaro, quando assumiu o cargo, trazia consigo um aparente trunfo. Elegeu a maior bancada do país, menor apenas que o PT. Para garantir resultados favoráveis, parecia passaporte para um fôlego essencial para tempos em que a reforma da Previdência e o pacote Anti-Crime prometiam virar marca para as mudanças que o Brasil demonstrou querer nas urnas. A conhecida falta de disposição do presidente para receber congressistas não ajudou. Tampouco a perspectiva de coalizão com um Congresso que se renovou conservador se concretizou. A aparentemente inevitável saída do presidente para uma nova legenda exacerba uma dificuldade nítida de articulação. A governabilidade, desafio maior de qualquer presidente, se tornou o grande nó desta gestão. Eleitos na cola da popularidade do então candidato Bolsonaro, muitos políticos se tornaram adversários. A insurreição dentro de sua própria casa vai precisar de bombeiros.A briga interna do PSL terá efeitos na agenda do Congresso. E será o maior teste até aqui para a musculatura do presidente no ano eleitoral que se aproxima.” (Globo)

Fonte: Meio

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