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A direita mergulha em guerras civis simultâneas


A direita que ora ocupa o Planalto comprou simultaneamente duas brigas paralelas, ambas internas, de alta-intensidade, embora com impactos distintos. A primeira é partidária. A operação da Polícia Federal, que cumpriu ontem mandado de busca e apreensão na casa do presidente do PSL, Luciano Bivar, tem o objetivo de descobrir se houve fraude no emprego de recursos públicos que eram destinados às candidaturas de mulheres. Uma das candidatas em Pernambuco, Lourdes Paixão, recebeu R$ 400 mil da direção nacional da sigla mas teve apenas 274 votos. Enquanto a operação ocorria, o delegado Waldir tentava obstruir, na Câmara, a votação de uma medida provisória do governo. Ele é líder do partido do presidente da República. (G1)

O timing da operação, que ocorre justamente quando o presidente Jair Bolsonaro parte para o ataque contra Bivar, levantou desconfianças no Congresso. No PSL, há convicção de que Bolsonaro não só sabia da operação como atuou para que a Justiça Eleitoral de Pernambuco a autorizasse, informa o Painel. Parlamentares governistas não se manifestaram. Ingerência presidencial sobre investigações da PF é ilegal. (Folha)

O PSL responde aos ataques do Planalto. Para Mônica Bergamo, informou que banca os custos de R$ 340 mil da advogada de Bolsonaro. (Folha)

Também apareceu um ex-servidor do deputado estadual paulista Gil Diniz acusando-o de promover uma rachadinha em seu gabinete. Diniz, cujo apelido é Carteiro Reaça, é braço direito de Eduardo Bolsonaro e seu indicado para disputar a prefeitura de São Paulo. (Estadão)

Porém... A cúpula do PSL cancelou a reunião que faria ontem à tarde para definir a expulsão de parlamentares ligados ao presidente. (Exame)

Ao mesmo tempo, explodiu uma guerra civil na twittosfera de direita. Na CPI das Fake News, o PT convocou o assessor especial da presidência Filipe Martins, discípulo primeiro do escritor Olavo de Carvalho no Planalto e um dos nomes mais próximos de Bolsonaro. Segundo reportagem da Crusoé, ele conspirou pela demissão do general Carlos Alberto Santa Cruz enquanto manobrava uma milícia virtual de ataques. O autor da reportagem da revista irmã do site Antagonista é Felipe Moura Brasil, que editou um dos principais livros de Olavo e dirige o jornalismo da Rádio JovemPan. Em seu apoio, partiu Rodrigo Constantino, colunista da Gazeta do Povo. São, todos, veículos identificados como de direita e que em vários momentos esboçaram proximidade com o governo. Acusando-os de alimentar o PT e, portanto, de traidores, saíram o próprio Martins, assim como Olavo e o editor do site Terça Livre, Allan dos Santos. Os seguidores passaram o dia tentando se organizar perante o racha.

Aliás... Hoje pela manhã, Allan dizia no Twitter que a população brasileira deseja que Bolsonaro parta para um AI-5, referindo-se ao ato institucional que inaugurou os anos de chumbo da ditadura, em 1968. Abrindo esta nova frente de guerra, o jornalista oficial do bolsonarismo acusa o STF de querer soltar criminosos. O Supremo avalia, a partir de hoje, a prisão em Segunda Instância. (Twitter)

Fonte: Meio

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