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Reação a censura dispara vendas na Bienal do Rio


O presidente do Supremo, Dias Toffoli, cassou ontem pela manhã uma decisão do TJ do Rio que permitia à Prefeitura censurar um livro em quadrinhos da Marvel no qual dois homens se beijam. O desembargador Claudio Mello Tavares havia permitido que fiscais recolhessem a obra na Bienal do Livro seguindo ordens do prefeito Marcelo Crivella. A reação ao ato do prefeito foi imediata. Um total de quatro milhões de livros foram vendidos, e a o disparo em vendas ocorreu justamente quando Crivella fez seu avanço. Foi um crescimento de 60% ante a edição anterior, em 2017. Só o youtubber Felipe Neto comprou e distribuiu, gratuitamente, 14 mil livros sobre a temática LGBT. Ao menos 70 autores assinaram um manifesto contra a censura. (Globo)

Vinicius Mota: “Marcelo Crivella e Jair Bolsonaro aumentaram a dose de atenção à sua base eleitoral evangélica, como ficou claro neste Sete de Setembro. Presidente e prefeito veem-se acossados pela impopularidade, bem mais aguda no caso de Crivella, e reagem para evitar o contágio em segmentos mais fiéis. A diretriz faz sentido, sem deixar de ser também arriscada. Mas enfocar a minoria é sempre um dilema para políticos que dependem de apoio majoritário para continuar no jogo. Nesse tabuleiro, a mensagem contra a diversidade sexual não parece o movimento mais eficaz. De cada quatro consultados pelo Datafolha na véspera do segundo turno de 2018, três concordaram que a homossexualidade deve ser aceita. Mesmo entre os evangélicos (57%) e os eleitores de Bolsonaro (67%), a aceitação supera a rejeição. A avalanche de reações ao ato homofóbico de Crivella explicitou os custos da aventura.” (Folha)

Por: Meio

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