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Processo de impeachment tem primeiro dia acelerado, nos EUA


Sob pressão, menos de 24 horas após a abertura do processo de impeachment de Donald Trump, a Casa Branca enviou para a Câmara dos Deputados tanto um relato da conversa entre o presidente e seu par ucraniano, Volodymyr Zelensky, quanto a delação feita por um agente dos serviços de inteligência. A conversa entre os dois presidentes não foi gravada, o que o governo entregou é uma transcrição editada. “Ouvi que vocês tinham um ótimo procurador que foi derrubado”, disse Trump de acordo com a versão oficial. “Mr. Giuliani é um homem muito respeitado, vou pedir a ele e ao procurador-geral que liguem para você. Tem muita gente falando sobre o filho de Biden, que Biden impediu que um caso aí prosseguisse.” Rudolph Giuliani não ocupa cargo no governo, ele é advogado particular de Trump. Ao menos de acordo com o texto divulgado pela Casa Branca, Trump em momento algum sugere que vá oferecer algo a Zelensky em troca de uma investigação sobre o pré-candidato democrata. A delação, que também foi entregue aos deputados, foi tratada inicialmente como sigilosa. Até ontem, o governo resistia em repassar os relatos aos parlamentares, porém o Diretor Nacional de Inteligência Joseph Maguire, responsável por todas as agências, ameaçou se demitir caso não pudesse depor livremente perante o Congresso. Os democratas planejam avançar com rapidez com a investigação para levar o processo de impeachment a voto na Câmara. (Washington Post)

Leia: A transcrição editada, em inglês. (CNN)

Algumas poucas informações já vazaram a respeito da delação. O agente não demonstrou preocupação apenas em relação à conversa dos presidentes. Ele também afirma ter visto motivo para alarme na maneira como funcionários da Casa Branca trataram os registros a respeito da conversa e considerou que Trump teria colocado em risco a segurança nacional em troca de uma colaboração com sua campanha. O ouvidor das agências de inteligência, Michael Atkinson, conduziu uma investigação a partir do que lhe foi delatado e conversou com testemunhas. Considerou que as informações eram críveis. Deputados e senadores que tiveram acesso aos documentos se dividiram — democratas consideraram grave e, republicanos, que não havia nada demais. (New York Times)

O mistério não deve durar muito. De acordo com o deputado republicano Chris Stewart, o governo decidiu tornar pública a delação, que deve ser divulgada hoje. (Twitter)

Trump deu uma coletiva à imprensa de dentro da ONU. Ele afirma que senadores democratas é que estavam pressionando a Ucrânia a cooperar com uma investigação contra ele. De acordo com o presidente, o processo de impeachment é sinal de desespero dos democratas porque vão perder as eleições do ano que vem. (Vox)

Nate Silver, especialista em tendências eleitorais: “Até agora, eu via com ceticismo a ideia de que seria bom para os democratas prosseguir com o impeachment. A lógica para minha mudança de opinião é que esta transcrição da conversa entre Trump e Zelensky é a melhor versão que a Casa Branca pode oferecer. E a melhor versão já é bastante ruim para ele. Eles oficializam que Trump implorou a um líder estrangeiro que investigue Joe Biden, um de seus possíveis oponentes na eleição de 2020.” (FiveThirtyEight)

Segundo um assessor de Zelensky, os ucranianos tentaram por semanas conseguir uma conversa telefônica com Trump. O país depende de dinheiro dos EUA. “Deixaram bastante claro para nós”, afirma Serhi Leshchenko, “que Trump só conversaria se eles discutissem o caso relacionado a Biden.” (ABC News)

Fonte: Meio

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