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Novo PGR levanta militantes bolsonaristas contra presidente


Augusto Aras, de 60 anos, foi indicado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro para substituir Raquel Dodge no cargo de Procurador-Geral da República. O mandato é de dois anos. Aras não fazia parte da lista tríplice, aqueles escolhidos pela categoria dentre os quais, tradicionalmente, se pinça o PGR. Mas ele foi o primeiro, quando ficou clara a insatisfação de Bolsonaro com os nomes da lista, a se apresentar candidato correndo por fora. “O MPF, quando se submete ao princípio da maioria através de eleições internas, atrai para seu âmbito os vícios naturais da política partidária”, afirmou em abril à Folha. Numa segunda entrevista, concedida já em agosto, já encaixava seu discurso ao estilo governista. “O Supremo, dando uma interpretação conforme a Constituição, estendeu a entidade familiar às uniões homoafetivas”, disse. “Isso encontra em mim um repúdio natural.” O presidente, porém, hesitou em nomeá-lo quando militantes levantaram, pelas redes sociais, momentos nos quais se aproximou da esquerda. “A esperança precisa vencer o medo, porque o medo está nos conduzindo a renunciar a todos os direitos sociais que conquistamos”, falou em 2016, citando o slogan de campanha do ex-presidente Lula. Aras prometeu indicar como seus lugares-tenentes nomes conservadores. (Folha)

Seu trabalho será, pelo menos inicialmente, muito difícil. Os nomes de maior expressão no Ministério Público prometem não ocupar cargos indicados pelo novo chefe. É um protesto por ele não estar entre os escolhidos da lista tríplice. Dentre os derrotados com a indicação está o ministro Sérgio Moro, que havia prometido defender os três listados perante o presidente. (Buzzfeed)

Não são apenas procuradores que se irritaram. O MBL pescou, no Twitter, manifestações de influenciadores bolsonaristas. Há consenso, entre eles, de que Aras é de esquerda. “Petista?”, se pergunta um, “infernizaram Deltan por isso?” (MBL News)

Pois é... Em sua já tradicional live das quintas-feiras, Bolsonaro teve de enfrentar a fúria de seus seguidores com a indicação de Aras. “Peço a vocês”, ele disse, “no Facebook, você fez um comentário pesado, retira, dá uma chance para mim.” O presidente reclamou de estar sendo “esculhambado” nas redes. “Devo lealdade ao povo, mas não a lealdade cega.” (Globo)

Por: Meio

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