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Datafolha: Hoje, Bolsonaro perderia a eleição


A reprovação do presidente Jair Bolsonaro subiu de 33%, em julho, para 38% em agosto. Sua aprovação caiu. Tinha 33%, agora chegou a 29%. O regular oscilou de 31% para 30%. Nos dois levantamentos anteriores feitos pelo Datafolha — este de julho e outro, em abril — o brasileiro parecia dividido em três grupos aparentemente iguais. Desde então, o presidente acirrou a radicalização do discurso, entrou em choque com Sergio Moro e interveio nos órgãos de combate à corrupção, além de disparar a crise internacional com no entorno a Amazônia. O presidente perdeu mais apoio entre os brasileiros mais ricos — entre quem recebe mais de dez salários, caiu de 52% para 37%. Sua pior avaliação é entre os mais pobres — que recebem até dois salários —, os mais jovens — de 16 a 24 —, e aqueles com escolaridade que vai até o fundamental. A rejeição no Nordeste sempre foi alta. Mas Bolsonaro perdeu em sua maior fortaleza, no Sul, onde o ruim ou péssimo foi de 25 a 31%. E 44% dos brasileiros afirmam não confiar na palavra do presidente. 19% dizem confiar sempre. A pesquisa foi realizada entre 29 e 30 de agosto, entrevistou 2.878 pessoas em 175 municípios e tem margem de erro de 2 pontos percentuais. Ele continua sendo o mais impopular presidente eleito desde a democratização. (Folha)

Diga-se... A nova pesquisa indica que 51% consideram ruim ou péssima a condução de Bolsonaro na questão ambiental. (Folha)

Mauro Paulino e Alessandro Janoni: “Mesmo com o peso quantitativo de sua crescente impopularidade entre mulheres, os que têm menor renda e baixa escolaridade, moradores do Nordeste, talvez incomode mais o pesselista ver sua reprovação subir também entre homens, moradores do Sul e entre os que têm altas renda e escolaridade — perfis que o elegeram com expressivas taxas de apoio. Um em cada quatro dos que votaram no capitão reformado não repetiria a opção caso o pleito fosse hoje, garantindo a Fernando Haddad uma liderança apertada, mas fora dos limites da margem de erro. Os mais arrependidos são os que têm entre 45 a 59 anos, faixa especialmente atingida pela reforma da Previdência.” (Folha)

Vinicius Mota: “O tamanho e as características da base popular da direita brasileira ficam mais nítidos conforme o presidente se desgasta. O vasto contingente de batalhadores cuja família ganha de R$ 2 mil a R$ 5 mil por mês desponta como o mais importante bastião da resistência bolsonarista. Não se trata das elites da Faria Lima, do Leblon ou dos Jardins. Essas categorias somadas mal conseguiriam, no sentido figurado, lotar uma Kombi. Que dirá sustentar a popularidade presidencial nos níveis atuais. Aliás, o Datafolha publicado mostra que no estrato mais elevado da renda — acima de R$ 10 mil mensais, em que estão apenas 5% dos eleitores — ocorreu fuga em massa do apoio a Jair Bolsonaro. Algo parecido aconteceu entre a minoria que completou a faculdade. Já o escalão intermediário da remuneração e da escolaridade, que congrega cerca de 40% do eleitorado, por ora exibe afinidade mais sólida com o presidente. Será que tantos brasileiros dependentes da labuta diária só estão temporariamente iludidos com Bolsonaro mesmo depois de ele já ter apresentado um repertório amazônico de excentricidades? Ou enxergam no governo algo que os representa?” (Folha)

Por: Meio

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