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STF se une e barra transferência de Lula para SP


O Supremo Tribunal Federal aproveitou a tentativa de transferênciado ex-presidente Lula para um presídio no interior de São Paulo para dar uma demonstração de unidade e, segundo analistas, um sinal de que a paciência com a “república de Curitiba” chegou ao fim. A juíza federal do Paraná Carolina Lebbos mandou transferir Lula atendendo a um pedido da PF, alegando que a presença do ex-presidente atrapalhava o funcionamento da sede em Curitiba. A defesa de Lula recorreu ao STF.

Segundo Painel, da Folha, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, pretendia conceder uma liminar monocrática revogando a medida, mas os demais integrantes o convenceram a levar o caso ao plenáriopara que o tribunal desses uma “resposta institucional”. A transferência foi anulada por 10 votos a 1 – Marco Aurélio votou contra, alegando que o STF não era a instância certa para o recurso. Foi um raro momento de união entre garantistas e “lavajatistas”. (Folha)

Quem também mostrou rara unidade foi a classe política. Arregimentados pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), 70 deputados de 12 partidos (da esquerda à centro-direita) foram a Toffoli reclamar do que consideravam uma “escalada do arbítrio”. A decisão de Lebbos deve turbinar a tramitação no Congresso do projeto contra abuso de autoridade. (Folha)

O governo de São Paulo ficou numa saia justa. A ideia inicial era mandar Lula para um quartel da cavalaria, mas a decisão da Justiça de enviá-lo para o presídio de Tremembé, onde estão presos comuns, criou um impasse. Se tivesse alguma regalia, o governador João Doria seria criticado pela direita; se sofresse algo de ruim, a esquerda massacraria o governo. (Estadão)

Doria, aliás, acabou apanhando de qualquer jeito. Assim que soube da transferência, o governador ironizou Lula em redes sociais, sendo alvo de críticas até de aliados. (Folha)

Josias de Souza: “A decisão (de transferir Lula) é correta, muito correta, corretíssima. Mas foi tomada em hora imprópria. Na prática, a petição da PF e o despacho da magistrada serviram a duas causas. Primeiro, remoçaram o lero-lero petista segundo o qual Lula é vítima de ‘perseguição política’. Em segundo lugar, ofereceram pretexto ao pedaço do Judiciário adepto da política de celas abertas para apressar a libertação de um condenado em três instâncias.”

Por: Meio

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