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Selic atinge marca história de 6%



Foram 16 meses de juros estacionados. Mas, ontem, o Comitê de Política Monetária do Banco Central decidiu reduzir em 0,50 ponto percentual a taxa básica da economia, Selic, que chegou a 6% ao ano. É um novo piso da série histórica, iniciada em junho de 1996. O BC enxerga possibilidade de recuperação da economia, embora num ritmo gradual. A inflação, com o IPCA de 2019 em 3,6%, está bastante abaixo do centro da meta — 4,25%. (Estadão)

Pois é... Os americanos também baixaram sua taxa básica. O Fed anunciou redução de 0,25 ponto percentual, chegando à faixa de 2% a 2,25%. (CNBC)

Celso Ming: “Em julho de 2015, a Selic era de 14,25% ao ano. Agora, está no início da fase de aterrissagem, processo vivido há mais tempo pelos países avançados, que hoje trabalham com juros muito perto do zero por cento ou mesmo negativos. Desta vez, inflação e juros rastejantes não foram obtidos por mecanismos artificiais, como congelamento de preços, subsídios ao consumo ou tabelamentos do câmbio, dos juros e da correção monetária. São efeitos estruturais sustentáveis. Como está no comunicado do Copom divulgado após a reunião, uma das razões pelas quais os juros agora podem cair é a fraca atividade econômica. A pergunta agora é se mais dinheiro no mercado provocará a ansiada recuperação.” (Estadão)

Josér Paulo Kupfer: “Até o fim do ano, os juros anuais terão caído para 5,5% ou 5% (e mesmo abaixo disso). Isso significa que os juros-base da economia adentrarão um terreno desconhecido, no qual a taxa de juros real, ou seja, descontada a inflação, ficará nas vizinhanças de 1%. Para quem toma dinheiro emprestado, não chegará a mudar muita coisa. O spread bancário se encarregará de manter altos os juros na ponta do tomador final do empréstimo. Mas, para quem investe, a novidade trará quase uma revolução na maneira como se está acostumado a aplicar economias. Será necessário sair da zona de conforto das aplicações puras em renda fixa e ingressar em áreas de investimentos que prometem recompensar melhor o investidor, mas que trazem com eles doses maiores de risco.” (UOL)

Por: Meio

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