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Novas chacinas colocam Trump no olho do furacão


Dois ataques, 29 mortos e uma avassaladora onda de críticas ao presidente Donald Trump. Esse foi o saldo de um fim de semana trágico nos EUA. No sábado, um branco de 21 anos armado com um rifle entrou em um supermercado em El Paso, no Texas, e matou 20 pessoas. O local era frequentado principalmente por latinos. No dia seguinte, em Ohio, outro homem matou mais nove, incluindo a própria irmã. O caso do Texas já está sendo tratado como terrorismo doméstico. (New York Times)

Embora tenha se apressado em criticar os ataques, atribuindo-os a “desequilibrados mentais”, Trump se viu alvo de uma saraivada de críticas. Sua virulenta retórica contra imigrantes latinos, tratados como “animais” e “bandidos”, é apontada como combustível para esses extremistas. “Como paramos essa gente (os imigrantes)?”, indagou ele num comício meses atrás. “Atire neles” respondeu a plateia. (Washington Post)

Patrick Crusius, suspeito do massacre de El Paso, publicou antes do crime um manifesto racista que repete quase integralmente a retórica de Trump. A postagem aconteceu no 8chan, uma plataforma de mensagens online hoje classificada pelo próprio fundador, Fredrick Brennan (que já deixou a empresa), como “refúgio de terroristas a céu aberto”. Pelo menos duas outras chacinas este ano foram precedidas por manifestos ali publicados. (Washington Post)

O 8chan saiu do ar ontem após a Cloudfare, empresa que o protege de cyber-ataques, cancelar seu serviço.

Nem a retórica racista nem o acesso banalizado a armas. Os republicanos já escolheram os culpados por mais esses tiroteios: os videogames.

Por: Meio

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