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Mercado argentino tem queda histórica e Bolsonaro vê caos


A segunda-feira foi de pânico nos mercados argentinos, perante a imensa dificuldade que terá de conseguir a reeleição o presidente Mauricio Macri. A Bolsa caiu quase 38% e o dólar disparou, aumentando também quase 37%, batendo recordes, e forçando o Banco Central a intervir. Aumentou a taxa básica de juros da economia em dez pontos percentuais, alcançando 74% ao ano. Em Nova York, ações de empresas argentinas sofreram quedas de até 60%. O antigo chefe de gabinete de Cristina Kirchner, Alberto Fernández, é franco favorito para ocupar a Casa Rosada e ela própria deve ser a próxima vice-presidente. (Estadão)

Convertendo em dólares, a perda de valor do índice Merval, da Bolsa argentina, chegou ontem a 48%. É a segunda maior da história. Perde apenas para os quase 62% sofridos no mercado do Sri Lanka, em 1989. O país estava em meio a uma Guerra Civil. (Bloomberg)

Em visita a Pelotas, o presidente Jair Bolsonaro se manifestou. “Se essa esquerdalhada voltar aqui na Argentina, poderemos ter, sim, no Rio Grande do Sul, um novo estado de Roraima”, afirmou, referindo-se à migração de venezuelanos para o norte do país. “Não queremos isso, tendo em vista o que de ruim parece que deve se concretizar por lá.” Para Bolsonaro, o retorno do kirchnerismo representará o derretimento da Argentina, que se transformará numa Venezuela. (G1)

O governo brasileiro estuda, inclusive, que o Brasil deixe o Mercosulem caso de uma derrota de Macri. A decisão prejudicaria o acordo de livre-comércio entre o bloco e a União Europeia. (Globo)

Guga Chacra: “Estas declarações de Bolsonaro apenas prejudicam Macri. Para Macri, a pior coisa que pode ocorrer é ser associado a Bolsonaro, com péssima imagem na Argentina (e os dois são mto diferentes). Para Fernandez/Kirchner, o pior é ser associado a Maduro (e tb são diferentes).” (Twitter)

Por: Meio

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