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G7 quer ajudar contra incêndios na Amazônia


A Amazônia terminou sendo um dos assuntos dominantes da cúpula do G7, que ocorreu na cidade francesa de Biarritz. Atendendo a pedidos em particular da Colômbia, os chefes de Estado se prontificaram a ajudar o mais rápido possível os países da região amazônica. “O desafio da Amazônia para estes países e para a comunidade internacional é tal — em termos de biodiversidade, oxigênio, luta contra as mudanças climáticas — que nós precisamos fazer esse reflorestamento”, afirmou o presidente Emmanuel Macron. O francês também ressaltou uma crítica à inação de Jair Bolsonaro. (Estadão)

Os outros líderes, porém, não acompanharam o tom do francês. “Macron encontrou um ambiente menos receptivo do que esperava. Sua declaração expressa preocupação pela Amazônica, mas não se fala em ameaças e sim em abertura para o diálogo e a cooperação”, comentou Mauricio Santoro, da Uerj. “Merkel deixou claro que o confronto direto dificilmente ajudaria, ela sabe que isso só serviria para fortalecer a narrativa do presidente Bolsonaro e justificar posturas nacionalistas e teses de que o Brasil está sob ataque externo”, seguiu Oliver Stuenkel, da FGV. (Globo)

Um vídeo ilustra... Bolsonaro publicou, no Twitter, o instante da conversa à mesa do britânico Boris Johnson, da alemã Angela Merkel e Macron. Merkel informa que ligará para Bolsonaro. “Para não dar a impressão de que estamos contra ele”, ela diz. Johnson responde com um “Sim, acho importante”.

Pois é... A França é um dos países, por conta de sua produção agrícola, com mais resistências internas ao acordo EU-Mercosul. Como um dos critérios do acordo é o combate às mudanças climáticas, Macron aproveitou a crise e declarações de Bolsonaro para afirmar que passava a se posicionar contrário ao projeto de livre comércio entre os blocos. A Alemanha, que por sua vez tem interesse em exportar maquinário, considera a decisão de Macron inapropriada. (Globo)

Pois o presidente brasileiro também mudou o tom. Perante a grita internacional e a ameaça francesa, foi à TV na noite de sexta com novo discurso ambiental. “Somos um governo de tolerância zero com a criminalidade e na área ambiental não será diferente”, disse. “Incêndios florestais existem em todo o mundo e isso não pode servir de pretexto para sanções. O Brasil continuará sendo um país amigo de todos e responsável pela proteção de sua floresta amazônica.” Durante o pronunciamento houve panelaços. (G1)

Em Altamira, no Pará, em um grupo de WhatsApp envolvendo mais de 70 pessoas entre sindicalistas, produtores rurais, comerciantes e grileiros combinou-se de incendiar as margens da BR-163 no que o conjunto batizou Dia do Fogo. O objetivo, segundo eles, seria demonstrar apoio ao projeto do presidente de afrouxar a fiscalização do Ibama. De fato, o 10 de agosto marcou o ápice local de novos focos de incêndio. (Globo Rural)

A denúncia da revista Globo Rural fez o presidente se mover e ordenar, ao ministro Sergio Moro, que envolvesse a Polícia Federal na investigação do Dia do Fogo. (Folha)

Via Twitter, o americano Donald Trump defendeu Bolsonaro.

Mas também via Twitter, Bolsonaro acirrou o desentendimento. Um comentário do brasileiro gerou desconforto na França. Um dos seguidores do presidente na rede publicou lado a lado fotos dos casais presidenciais de França e Brasil, comparando as duas primeiras damas. “É inveja do Macron”, afirmou. “Não humilha o cara, kkk”, lhe respondeu Bolsonaro. (Le Parisien)

De acordo com o Inpe, agosto já registra mais focos de queimadasna Amazônia que a média dos últimos 21 anos. (G1)

Três membros do Partido Novo no Rio apresentaram à direção nacional o pedido de suspensão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. “O ministro tem atuado com grande convicção na adoção de condutas divergentes com o programa”, afirmam o deputado estadual Chicão Bulhões e os ex-candidatos a governador, Marcelo Trindade, e a deputado federal, Ricardo Rangel. “Demitindo profissionais qualificados, desdenhando de dados científicos e revogando políticas públicas sem qualquer debate prévio, aprofundado e responsável, reduzindo a capacidade de interlocução do país com seus pares internacionais.” (Globo)

Por: Meio

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