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Derrota em prévia ameaça reeleição de Macri


A insatisfação dos argentinos com o presidente Maurício Macri e a crise econômica ficou clara com o resultado das Primárias Abertas Simultâneas e Obrigatórias (Paso), que antecedem as eleições para valer, previstas para outubro. Com 96% das urnas apuradas, a chapa de oposição, tendo a ex-presidente Cristina Kirchner como vice e liderada por Alberto Fernández, obteve 47,65% dos votos, enquanto a de Macri, que tenta a reeleição, ficou com apenas 32,08%. Caso o resultado se repita daqui a dois meses, o pleito será resolvido no primeiro turno. Pela lei eleitoral argentina, para não haver segundo turno, um candidato precisa de 45% dos votos ou 40% e ao menos dez pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado - a chapa Fernández/Kirchner cumpriu os dois requisitos.

Janaína Figueiredo: "Há dois anos, ninguém duvidava que Macri seria reeleito. A economia continuava em crise, mas ainda numa fase que não permitia à sua principal oposição, o kirchnerismo, construir um discurso sustentável capaz de ameaçar o poder macrista. Em 2015, Macri alcançou 30,12% nas Paso, contra 38,67% do então candidato kirchnerista Daniel Scioli. Desta vez, seria praticamente impossível para o presidente reverter um primeiro resultado adverso. Macri diz que as pesquisas se enganaram, que é preciso redobrar esforços, e que o resultado de outubro definirá os próximos 30 anos da Argentina. A questão é como redobrar esforços num país em recessão, com uma das taxas de inflação mais altas do mundo e com um mercado que provavelmente enfrentará turbulências pelo temor que gera uma eventual volta de Cristina ao poder." (Globo)

Fonte: Meio

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