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Suspeitos pelo hack da Vaza Jato são presos


A Polícia Federal prendeu, ontem, quatro suspeitos do hack que atingiu os celulares do ministro da Justiça Sergio Moro e do coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dellagnol. O que a PF ainda não afirma é se os suspeitos são os responsáveis pelas mensagens vazadas que foram encaminhadas ao site Intercept. Um homem e uma mulher foram presos na capital paulista, um segundo homem em Araraquara e, um terceiro, em Ribeirão Preto. Além das prisões, os policiais também executaram sete mandados de busca e apreensão nas três cidades pela operação batizada Spoofing. Ainda não há confirmação de se os quatro são também responsáveis pelos vários outros hacks de juízes, procuradores, políticos e jornalistas, incluindo os mais recentes, da deputada federal Joice Hasselmann e do ministro da Economia, Paulo Guedes. (Estadão)

Um dos presos é um DJ de Araraquara, Gustavo Elias Santos, de 28 anos, conhecido por tocar em festas na cidade. “Estou chocada, tremendo”, disse sua mãe. “Tenho certeza que meu filho não está envolvido nisso, não.” Sua mulher, Suellen Priscila de Oliveira, também foi levada pela PF. (Folha)

O homem preso em Araraquara é Walter Delgatti Neto. Delgatti, que já foi filiado ao DEM, tem 30 anos e responde a processos de estelionato. Foi preso três vezes por crimes como falsificação de documentos, receptação de material roubado, posse ilegal de remédios controlados e tráfico de entorpecentes. Apesar da filiação ao DEM, andava bastante ativo no Twitter desde 27 de maio, dias antes da primeira publicação do Intercept. Em muitos posts, pedia Lula Livre. Na última, comentou sobre o hack do ministro Paulo Guedes. “Aí vem coisa hein kkk.” (Antagonista)

Leia: O perfil de Twitter do suspeito.

Levados para Brasília, os três e mais o homem preso em Ribeirão Preto, que ainda não foi identificado, foram interrogados por três horas. Após isto, o advogado do casal pediu que a PF esperasse sua chegada à capital para que o depoimento só continuasse com sua presença. Gustavo e Suellen passaram a noite na Superintendência da PF no Distrito Federal. Os outros dois foram levados a local não identificado. (Estadão)

Aliás... O diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, informou ao STF que não existe qualquer inquérito instaurado para investigar o jornalista Glenn Greenwald. (Estadão)

Pedro Doria: “Em momento algum foi necessário periciar o aparelhocelular de Moro, Dallagnol, ou de qualquer outro. Porque nenhum celular foi invadido. A operação da Polícia Federal que prendeu nesta terça-feira quatro suspeitos de trabalhar no hack que originou o vazamento dos diálogos entre Dallagnol não se chama Spoofing à toa. Baseia-se na técnica do Caller ID Spoofing, o método utilizado pelo grupo. E este é o ponto menos compreendido: nenhum aparelho celular foi invadido, como não foi invadida nenhuma companhia telefônica, ou mesmo os servidores do app de mensagens Telegram. Caller ID Spoofing é uma técnica que faz um celular, ou mesmo um computador ligado à rede de telefonia, fingir ser o smartphone com aquele determinado número. O hacker fingiu, por exemplo, estar com o número de Dallagnol. A partir daí, o que mais provavelmente ocorreu foi que, com este simulador de celular operacional, requisitou ao Telegram fazer uma nova instalação do app. Como quem muda de smartphone, mantém o mesmo número, e reinstala o WhatsApp. O Telegram pede um código de confirmação para permitir a instalação, que pode vir por SMS ou correio de voz. Todos os hackeados falam de terem recebido uma ligação de seu próprio número ou no final da noite ou durante a madrugada. Era, provavelmente, o celular falso tentando acessar o correio de voz.” (Globo)

Fonte: Meio

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