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Reforma da Previdência será votada hoje


Começa hoje, na Câmara dos Deputados, a votação da reforma da Previdência. Os jornalistas do Estadão ligaram para todos os gabinetes. Ouviram de 268 parlamentares a garantia de que votarão pela reforma. No domingo, eram 21 menos. São necessários 308 dos 513. Também disseram aos repórteres que votarão contra 105 — eram 97. Há, portanto, um universo de 140 votos por caçar. Veja a lista. (Estadão)

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, trabalha com outro número. Tem convicção de que 298 votos já estão fechados. É o que está na planilha do deputado Alexandre Frota, coordenador do PSL para a reforma. Frota, conta Tales Faria, acredita que ao fim do primeiro turno de votação terá entre 330 e 340 votos favoráveis. Mas há apreensão com dois riscos — o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes. Após a votação do texto-base, os parlamentares terão de se manifestar a respeito de destaques para votação em separado. Ou seja: inclusões, exclusões ou mudanças no texto final. O temor é de que Bolsonaro, na última hora, decida tentar encaixar mais vantagens para policiais. Pode gerar tumulto e atrapalhar o trâmite — e, na bancada do partido governista, a aprovação do presidente terá muitos adeptos. O receio com Guedes é outro. O de que o ministro tente trazer de volta a Capitalização — sistema polêmico, retirado na comissão, que faz com que cada contribuinte invista no mercado o dinheiro que lhe garantirá a aposentadoria. (UOL)

Se tudo funcionar de acordo com o que planeja Maia, a Previdência será aprovada hoje, em primeiro turno. Na quarta votam-se os destaques. E, na sexta-feira, os deputados votam em segundo turno. Daí o processo se encerra na Câmara e vai ao Senado. (Poder 360)

A reforma da Previdência tem apoio popular — embora tênue. De acordo com levantamento do Datafolha, 47% dos brasileiros acreditam que ela é necessária e, 44%, são contrários. (Folha)

Alon Feuerwerker: “Era previsível que a previdência teria tráfego suave no Congresso. O governo caminha para liquidar o principal item desta primeira etapa sem precisar ceder espaço político real no Executivo. Dois fatores adicionam tranquilidade. A opinião pública considera vital a reforma. E a maioria esmagadora do Congresso desde sempre orienta-se à direita do centro. Para ela, votar a favor neste caso tem custo político-social aceitável. O governo tem estabilidade porque é um ornitorrinco, aquele animal meio ave e meio mamífero. Controla a base radical com a agenda conservadora nos costumes, a agressividade verbal contra os demais poderes e a exploração da grife Sérgio Moro, o algoz judicial do petismo. E encanta a direita autonomeada ‘civilizada’, com a adesão prática ao liberal-globalismo na política econômica, o alinhamento aos Estados Unidos e o acordo Mercosul-UE.”

Por: Meio

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