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PF avança investigação de hackers enquanto saem novos vazamentos


De posse da confissão do hacker Walter Delgatti Neto, que admitiu ter baixado o conteúdo das contas de Telegram de diversas autoridades, a Polícia Federal está direcionando suas investigações para descobrir se há financiadores do crime. Na sexta-feira, a deputada estadual gaúcha Manuela d’Ávila, que foi candidata a vice na chapa petista, confirmou ter recebido uma comunicação da qual desconfiou, e que encaminhou o hacker ao jornalista Glenn Greenwald, cofundador do Intercept Brasil. Sua nota foi considerada confirmação do depoimento de Delgatti. A PF o considera líder do grupo, mas estuda a possibilidade de ter usado os outros três suspeitos para receber dinheiro. (Globo)

Aliás... De acordo com Delgatti, ainda há uma cópia de todos os chats aos quais conseguiu acesso no exterior. Em nota distribuída por seu advogado, afirmou espantar-se com “a fragilidade do sigilo no Brasil”. Segundo ele, “falhas no aplicativo Telegram e de outros aplicativos online devem ser recorrentemente testadas pelas autoridades”. (Estadão)

O então juiz Moro tinha dúvidas sobre as provas apresentadas em sua delação premiada pelo ex-ministro Antonio Palocci. “Russo comentou que embora seja difícil provar ele é o único que quebrou a omerta petista”, afirmou em um chat de Telegram o procurador Paulo Roberto Galvão, referindo-se ao apelido do juiz. Omertà é o código de honra da máfia italiana. “Não só é difícil provar, como é impossível extrair algo da delação dele”, sugeriu a também procuradora Laura Tessler. Moro divulgou a delação em 1º de outubro, uma semana após o diálogo, uma semana antes da eleição presidencial. Sugere, de acordo com a Folha, uma decisão para causar impacto na eleição. Não foram publicadas mensagens do juiz. (Folha)

Moro deu longa entrevista à Crusoé, revista ligada ao site Antagonista, que vem defendendo a Lava Jato. “Não posso reconhecer a autenticidade das mensagens porque não as tenho”, afirmou o ministro. “Não tenho memória exata do que eu teria escrito há três ou quatro anos.” É sua primeira entrevista longa desde que estouraram os vazamentos. “Temos uma tradição, no Brasil, de conversas informais entre advogado e juiz, entre juiz e promotor. Vejo advogados que se encontram com frequência com magistrados criticando esses contatos como se o MP não fosse, de certa forma, também advogado, só que advogado da sociedade.” Ele não garante que tenha havido um mandante para os hackers. “Esses ataques podem ter tido motivações políticas e econômicas”, afirma. “O perfil dos presos aponta para estelionatários. Se houve pagamento ou não, vai depender das provas.” (Crusoé)

O presidente Jair Bolsonaro fez, no sábado, uma ameaça velada a Greenwald. “Ele é casado com outro homem, e tem meninos adotados no Brasil”, disse, explicando que não pode ser deportado pela legislação do país. “Ele não vai embora. Talvez pegue uma cana, aqui, no Brasil.”

A Abraji, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, respondeu com um tweet. “Ao ameaçar de prisão um jornalista que publica informações que o desagradam, o presidente Bolsonaro promove e instiga graves agressões à liberdade de expressão. Sem jornalismo livre, as outras liberdades também morrerão. Chega de perseguição.”

Por: Meio

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