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Chamado de juiz ladrão por deputado, Moro pergunta quem defende Cabral e Cunha


Foi em confusão que encerrou, ontem à noite, a audiência do ministro Sérgio Moro com deputados federais. “A história não absolverá o senhor”, lhe disse o deputado carioca Glauber Braga, do PSOL. “Vai estar nos livros de história como um juiz que se corrompeu, como juiz ladrão.” Perante a afirmação, quando já haviam passado mais de oito horas de depoimento, deputados em defesa do ministro começaram a gritar, também o fez a oposição e a sessão foi encerrada. (Poder 360)

Em seu depoimento, Moro afirmou que o objetivo dos vazamentos das conversas é invalidar o processo da Lava Jato. “O que existe é uma tentativa criminosa de invalidar condenações”, afirmou. “Alguém com muitos recursos está por trás destas invasões.” Por momentos, ele foi irônico. “Se ouve muito da anulação do processo do ex-presidente Lula”, ele comentou. “Tem que se perguntar realmente quem defende, então, Sergio Cabral, Eduardo Cunha, Renato Duque, todos esses inocentes que teriam sido condenados segundo este site de notícias.” (G1)

Diga-se... Moro deu à Polícia Federal seu celular para que fosse periciado atrás de vestígios do hacker. Também entregaram seus aparelhos a juíza Gabriela Hardt, que o substituiu em Curitiba, e o desembargador Abel Gomes, do TRF-2. Segundo Lauro Jardim, os procuradores tiveram postura distinta. Eles, a começar por Deltan Dallagnol, não quiseram ceder os aparelhos. (Globo)

Aliás... A PF, de acordo com o jornalista Claudio Dantas, pediu ao Coaf um relatório das atividades financeiras de Glenn Greenwald, cofundador do Intercept. Não é, de acordo com o site, ainda uma investigação formal. (Antagonista)

Durante a audiência, parlamentares da oposição questionaram Moro, que como ministro da Justiça tem comando sobre a PF. O ex-juiz não respondeu se o jornalista está mesmo sendo investigado por denúncias contra o ministro. (Blog do Sakamoto)

A Freedom of the Press Foundation, ong dedicada às dificuldades da imprensa no século 21, publicou uma nota. “Investigar criminalmente o jornalista por reportar é uma violação chocante de seus direitos”, afirmou o diretor-executivo Trevor Timm. “Não é apenas um ataque absurdo à liberdade de imprensa mas também um claro abuso de poder.”

Por: Meio

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