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Câmara encerra discussões e tenta votar hoje Previdência


Foi encerrada ontem quando faltavam quinze minutos para 1h, já de madrugada, a sessão na Câmara. Os deputados não votaram o texto da reforma da Previdência, mas há um indício concreto de que ela deve ser aprovada. Um requerimento da oposição para retirar o tema da pauta foi rejeitado por 331 votos contra 117. Como são necessários 308 para a aprovação, o indício é de que o texto passa. Hoje pela manhã, às 8h30, o presidente Jair Bolsonaro deve passar pela Casa para participar de uma sessão solene pelo aniversário da Igreja Universal do Reino de Deus. Assim que ele deixar o Congresso, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, deve abrir os trabalhos. Após autorizar os discursos de três deputados de um lado e três do outro, Maia deve dar início à ordem do dia. A previsão é de que o texto base comece a ser votado no início da tarde. O plano continua sendo de aprovar a reforma em dois turnos até a sexta-feira, encaminhando-a para o Senado se posicionar no segundo semestre. (Globo)

Uma das emendas que serão propostas para avaliação após o texto base tenta solucionar parcialmente a questão da ausência de estados e municípios da reforma. Ela incluiria os municípios, mas não os estados. Os deputados não querem arcar sozinhos com o desgaste perante funcionários públicos estaduais e se queixam da falta de empenho dos governadores. (Poder 360)

O Planalto ofereceu a cada parlamentar que votar pela reforma um lote extra de R$ 20 milhões em emendas — no total, R$ 3 bilhões. O total prometido pode chegar a até R$ 5,6 bi. É verba do Orçamento que os deputados podem direcionar para projetos em seus redutos eleitorais. Quando passou pela Câmara ontem, o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta confirmou que a liberação de verbas em sua pasta faz parte do esforço de convencimento para esta que é a pauta mais importante do semestre. Deste valor, pelas contas da oposição, R$ 1 bilhão já foram liberados. O presidente Jair Bolsonaro nega que exista qualquer relação — para ele, é uma ação normal da administração pública e nada tem a ver com a Previdência. (Folha)

Pois é... Um fantasma ainda não foi afastado. Bolsonaro voltou ontem a defender regras mais brandas para policiais. O comando da Câmara teme que a discussão abra um racha na ala governista e emperre o voto. (Valor)

Por: Meio

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