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Rachados, governadores querem estados na reforma da Previdência


Começou a circular ontem uma carta assinada por 25 dos 27 governadores de apoio à manutenção de estados, Distrito Federal e municípios na reforma da previdência. Mas não foi sem confusão. “O regime de Previdência é substancialmente deficitário, constituindo uma das causas da grave crise fiscal enfrentada pelos Entes da Federação”, diz o texto. “Atribuir aos Governos estaduais e distrital a missão de aprovar mudanças imprescindíveis por meio de legislação própria, a fim de instituir regras já previstas no projeto de reforma que ora tramita no Congresso, não apenas representaria obstáculo à efetivação de normas cada vez mais necessárias, mas também suscitaria preocupações acerca da falta de uniformidade no tocante aos critérios a serem observados no território nacional.” Só não assinaram o baiano Rui Costa (PT) e Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão. (G1)

Divulgado cedo por Ibaneis Rocha, do DF, o texto provocou burburinho por boa parte do dia. Horas após a divulgação, os petistas Wellington Dias, do Piauí, e Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, afirmaram que não haviam assinado a carta que continha, originalmente, seus nomes. Rocha explicou que a combinação havia sido feita por WhatsApp. (G1)

O objetivo era ter produzido uma carta assinada pelos 27. Os nordestinos, porém, se queixam da pressão do paulista João Doria e de Ibaneis Reis, que acusam ter cometido “erros de principiante”, segundo o Painel. Consideram que o texto original critica indevidamente o Congresso e não ressalta pontos importantes de divergência. (Folha)

Pois é... Os nove governadores nordestinos divulgaram à noite outra carta. “O momento em nosso país é talvez o mais delicado destes últimos anos de turbulência política e econômica. A recessão ameaça recrudescer, em paralelo vemos cristalizar-se a polarização política exacerbada na eleição presidencial, o que tem contaminado o debate sobre as reformas necessárias”, afirmam. “Todos reconhecem a necessidade das reformas da previdência, tributária, política, e também da revisão do pacto federativo. Há divergências em pontos específicos a serem revistos.” Eles afirmam que as mudanças na aposentadoria dos trabalhadores rurais atingiriam muito a região, questionam o sistema de capitalização e se queixam, sem citar exemplos específicos, das mudanças que aumentam os custos da Previdência. Não citam exemplos específicos, mas um é o das Forças Armadas. “Entendemos, além disso, que a retirada dos estados da reforma e tratamentos diferenciados para outras categorias profissionais representam o abandono da questão previdenciária à própria sorte, como se o problema não fosse de todo o Brasil. Há consenso em outros tópicos, e acreditamos na intenção, amplamente compartilhada, de se encontrar o melhor caminho.” (G1)

Por: Meio

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