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Bolsonaro quer Código de Trânsito menos rígido


O presidente Jair Bolsonaro tratou o projeto com o mesmo empenho de quando apresentou a reforma da Previdência: foi pessoalmente ao Congresso entregar ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o projeto de lei que altera o Código de Trânsito brasileiro. Bolsonaro o acha rigoroso demais. Ele aumenta de 20 para 40 pontos o número que levaria à suspensão da habilitação. Estende, também, a necessidade de renovação de 5 para 10 anos. No ponto mais polêmico, retira a exigência de cadeirinha para crianças com mais de 7,5 anos. Hoje, cadeirinha ou assento de elevação são obrigatórios até os 10 e sua infração é considerada gravíssima. O presidente também quer tirar a exigência de exame toxicológico para motoristas profissionais — categorias C, D e E. O projeto do Planalto também concede ao Contran a obrigação de especificar que bicicletas motorizadas e veículos equivalentes estão dispensados de emplacamento. Hoje, a lei é ambígua a respeito. (AutoEsporte)

A reação, no Ministério Público do Trabalho, foi de choque. Paulo Douglas, um dos autores da Lei do Descanso dos Caminhoneiros, afirmou ao Painel que o texto é um retrocesso imenso e será contestado na Justiça. Se aprovado. (Folha)

Dos 12 milhões de caminhoneiros, 2,2 milhões deixaram de renovar a habilitação por conta do exame toxicológico. Seus veículos representam apenas 4% da frota nacional. Porém estão envolvidos em 55% dos acidentes com morte. O uso de drogas para mantê-los acordados é praxe. (Veja)

Diga-se... Bolsonaro foi entrevistado novamente pelo apresentador Ratinho, do SBT. “Está claro que isso é uma indústria da multa, alguém está levando isso aí”, ele declarou. “Não é difícil pegar três multas graves.” Para o presidente, 40 pontos é pouco para caminhoneiros e taxistas. Bolsonaro também afirmou que não conta, ainda, com votos o suficiente para aprovar a reforma da Previdência. (Poder 360)

Por: Meio

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