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Venezuela se torna guerra terceirizada de EUA e Rússia


A ampliação do envolvimento russo na Venezuela acirrou a tensão nos EUA. Cada vez mais agressiva em suas intervenções nos países vizinhos, o avanço de Moscou preocupa a Casa Branca e traz de volta os tempos da guerra fria. A crise em Caracas começa a ser percebida como uma guerra terceirizada entre os dois países. Os chanceleres de Rússia e Estados Unidos conversaram por telefone, ontem, para debater a questão venezuelana. De acordo com a agência oficial de Moscou, a Tass, Sergey Lavrov bateu de frente com Mike Pompeo: “A intervenção de Washington nas questões internas de um Estado soberano e ameaças a seu governo representa uma das piores violações do direito internacional”, disse. “Se continuarem os passos agressivos, as consequências serão drásticas.” Pompeo não cedeu. “Preferimos uma transição pacífica de governo, com Maduro deixando o poder e novas eleições ocorrendo. Mas o presidente deixou claro que, se preciso, fará o necessário.” A ameaça militar persiste à mesa. (Politico)

Francisco Toro, cientista político venezuelano: “O que sabemos ao certo é que, conforme o Estado venezuelano enfraquece, a disputa por poder em Caracas se torna mais e mais uma guerra indireta entre potências estrangeiras. A oposição conta com EUA, Colômbia e Brasil, enquanto o regime depende de Rússia, Cuba, Irã e Turquia. Mesmo que o regime entre em colapso e a oposição assuma o comando, terá de lidar com uma proliferação de grupos armados: paramilitares ligados ao atual governo, guerrilheiros colombianos, gangues de rua pesadamente armadas, soldados russos, espiões cubanos. E vai lidar com eles num ambiente de desastre econômico difícil para o mais capaz dos governos.” (Washington Post)

Já são dois os mortos durante os protestos do Primeiro de Maio venezuelano. A casa do líder oposicionista Leopoldo López foi invadida e roubada por agentes da Sebin, Serviço Bolivariano de Inteligência. Em sua segunda aparição pública desde o estouro do levante, o presidente Nicolás Maduro acusou o presidente da Assembleia Nacional Juan Guaidó de querer iniciar uma guerra civil. De sua parte, Guaidó acusou o regime de aumento da repressão e convocou novos protestos diários. (G1)

Por: Meio

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