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Trump descumpre promessa a Bolsonaro


Em março, durante visita aos EUA, Bolsonaro concordou em abrir mão do Tratamento Especial e Diferenciado (TED) em acordos da Organização Mundial do Comércio (OMC) em troca do apoio americano à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O TED, do qual o Brasil era grande beneficiário, garante a países menos desenvolvidos algumas salvaguardas na hora de negociar com nações mais ricas e com maior poder de pressão. Ontem, porém, os representantes da Casa Branca disseram “não ter instruções” para tratar da entrada de novos membros. Nas redes sociais, os comentários foram críticos, sobretudo, em relação à política externa adotada pelo governo. “Trump até agora não cumpriu barganha com Brasil, que fez concessões comerciais e recebeu em troca poucas promessas concretas ou simplesmente nada. Realmente, Bolsonaro parece ser contra qualquer tipo de toma lá dá cá”, ironizou Oliver Stuenkel, professor de RI da FGV. Trump ainda apoia a participação do Brasil, dizem os negociadores, mas dentro de uma “modernização da instituição”, sem dar detalhes nem prazos. Garantida, mesmo, só a Argentina, que conseguiu apoio explícito por escrito em dezembro. (Valor)

Já o assessor para assuntos internacionais de Bolsonaro, Filipe Martins, negou que o governo Trump tenha voltado atrás e disse haver somente uma divergência quanto ao número de novas vagas na OCDE. (Estadão)

E pela primeira vez em 21 anos, o Brasil ficou fora da lista de 25 melhores países para se investir, elaborada pela consultoria A.T. Kearney. Após chegar ao 12º lugar em 2016, o país foi despencando, ficando em 16º em 2017 e 25º no ano passado. EUA, Alemanha, Canadá, Reino Unido e França lideram o ranking. (Folha)

Por: Meio

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