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Sem usar a palavra, Mueller aponta para impeachment de Trump


Não foram muitas as palavras de Robert S. Mueller III, que ontem anunciou que deixava o cargo de procurador especial, em Washington. Responsável pela investigação de dois anos a respeito do presidente Donald Trump, pressionado pelos democratas para depor na Câmara, Mueller subiu ao patíbulo do Departamento de Justiça com intenção de falar sobre seu relatório uma vez e apenas. “Se estivéssemos convictos de que o presidente claramente não cometeu crime, teríamos o dito”, afirmou o homem que por muitos anos dirigiu o FBI. “Mas não afirmamos que o presidente cometeu um crime. É política antiga do Departamento de Justiça que um presidente não pode ser indiciado por um crime enquanto estiver no cargo.” Com termos tão precisos quanto foi capaz, em essência afirmou não acusar Trump de ter tentado obstruir a Justiça porque não podia. “A Constituição requer um processo que não passa pela Justiça criminal para acusar um presidente de malfeitos.” Sem usar a palavra, Mueller apontou para o impeachment. É a Câmara que tem a responsabilidade de indiciar, encaminhando para o Senado o processo. Os democratas desejam seu depoimento para que ele conte, em cadeia de TV, o que descobriu. A maioria dos americanos não leram, e não lerão, o extenso relatório. Mueller afirma que não teria o que dizer além do que está no texto. A base republicana no Congresso diz que, com a aposentadoria do procurador, o caso se encerra. E a bola, repentinamente, está com a oposição. (New York Times)

Por: Meio

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