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Bolsonaro imita Dilma e intervém na Petrobras


Em mais um sinal de que o ideário liberal não lhe é tão querido assim, Bolsonaro interveio ontem para impedir que a Petrobras reajustasse em 5,74% o diesel nas refinarias. O presidente não gostou e mandou a Casa Civil dar um jeito. Horas depois, a estatal soltou nova nota dizendo que havia reanalisado o cenário e que havia espaço para adiar o reajuste. No ano passado, os aumentos quase diários do diesel foram o estopim de uma greve de caminhoneiros que parou o país. Por outro lado, o fim da ingerência política nos preços dos combustíveis havia sido fundamental para a recuperação da Petrobras.

Josias de Souza, “Jair Bolsonaro teve um surto à moda de Dilma Rousseff. A nova cotação, que vigoraria nesta sexta-feira, chegou a ser anotada na tabela exibida no site da estatal. Mas o Planalto mandou passar uma borracha. Caminhoneiros celebraram em grupos de WhatsApp a intervenção de Bolsonaro. Sob Dilma, o Brasil descobriu que o populismo governamental com o preço dos combustíveis é como fábula de gênio. Há mil histórias de gente tirando o gênio da garrafa. Mas não há nenhuma de gente obrigando o gênio a entrar de novo. Associado à roubalheira, o represamento dos preços levou a Petrobras à breca sem evitar a inflação."

Por: Meio

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