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Mangueira é favorita no Rio; Mancha Verde é campeã em São Paulo


O prêmio Estandarte de Ouro, tradicionalmente oferecido pelo diário carioca O Globo na terça-feira de Carnaval à escola de samba preferida por seu time de jurados, foi concedido à Mangueira. Nem sempre este prêmio antecipa a campeã — mas, este ano, representou uma aparente unanimidade entre os críticos. Só que não entre o público. Foi um desfile político, contando uma história brasileira à esquerda vista pelo ponto de vista de índios e negros que, num Brasil polarizado, não tem como agradar a todos. A ala que encerrou fez homenagem à vereadora assassinada Marielle Franco. (Não faltou quem lembrasse que, dominada pelo tráfico e com um ex-presidente preso, a verde-rosa tem lá seu quinhão dado à violência do Rio.)

Mereceram destaque, também, os desfiles de Viradouro, Beija-Flor, Salgueiro, Vila Isabel e União da Ilha. As três primeiras, que saíram no domingo, foram prejudicadas pelo temporal que caiu sobre a cidade. A Viradouro do carnavalesco Paulo Barros, conhecido por seus efeitos especiais, apresentou bruxas, príncipes e poções de histórias infantis. Celebrando seus 70 anos, a Beija-Flor homenageou a passista Pinah Ayoub com uma ala de 35 mulheres negras de cabeça raspada. A Salgueiro mergulhou na mitologia iorubá para recontar a história de Xangô, orixá da imparcialidade, para assim falar de justiça. Já a Villa foi à cidade Imperial, Petrópolis, contar sua história. Também nela desfilaram familiares de Marielle Franco, num carro sobre a abolição da escravatura. A União da Ilha, por sua vez, tratou do Ceará. Acompanhe os melhores momentos de cada desfile do primeiro e segundo dias.

Porém... Se depender do prefeito Marcelo Crivella, as escolas de samba do Rio desfilarão, em 2020, sem qualquer subvenção do poder público. (Globo)

Por: Meio

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