BFS19

Anuncie

Anuncie

Falando em ameaça comunista, Bolsonaro chega a Washington


O presidente Jair Bolsonaro chegou ontem a Washington para sua primeira visita oficial aos EUA. Os americanos esperam apoio brasileiro para fazer pressão contra Venezuela, Nicarágua, Cuba, China e Irã. No caso venezuelano, o presidente Donald Trump considera a possibilidade de intervenção militar. O Brasil não quer. Mas o tema mais delicado será o da China — principal parceiro comercial do Brasil. (Globo)

Ainda ontem à noite, o embaixador Sergio Amaral recebeu o presidente para um jantar no qual estavam presentes também o escritor Olavo de Carvalho e o ex-estrategista de Trump, Steve Bannon. “O antigo comunismo não pode mais imperar neste nosso ambiente’, disse Bolsonaro. (Globo)

Diga-se... Celebrado pela família presidencial, Bannon é persona non-grata na Casa Branca. Trump o considera um traidor, não gosta de ouvir seu nome. Integrantes do governo americano ouvidos pela repórter Marina Dias afirmam não compreender a obsessão dos Bolsonaro com ele, que não tem qualquer influência no governo. (Folha)

Já Olavo de Carvalho era só críticas. “Vou ser sincero. Amo esse cara, o Bolsonaro. Mas ele está rodeado de traidores”, afirmou o escritor no sábado. “Não confio em praticamente ninguém no governo, exceto nele. Ele não reage porque aquele bando de milico que o cerca é tudo cagão que tem medo da mídia. Por que eles têm medo da mídia? Porque, quando terminou a ditadura militar, viram que estavam todos queimados com a mídia, foram para casa e decidiram agora fazer o papel de bonzinho. O que o Bolsonaro tem a ver com isso? Nada. É um homem sozinho, não pode confiar nos que o cercam, não pode confiar na mídia. Se tudo continuar como está, já está mal. É só continuar isso mais seis meses e acabou.” (Estadão)

Aliás... Via Twitter, o presidente celebrou que ficaria na Blair House a convite de Trump. “É uma honraria concedida a pouquíssimos Chefes de Estado, além de não custar um centavo aos cofres públicos.” Na verdade, é a praxe. É onde FH, Lula e Dilma ficaram hospedados. A honra muito raramente concedida é um convite para pernoitar na Casa Branca. Lula foi o único a ter uma honra que não é por hábito oferecida a presidentes latino-americanos: uma reunião de trabalho em Camp David, a segunda residência oficial do presidente, durante o governo Bush.

Por: Meio

Nenhum comentário

Tecnologia do Blogger.