07 fevereiro 2019

Vale sabia dos problemas em Brumadinho



A Vale soube que havia problemas nos sensores da barragem em Brumadinho dois dias antes do rompimento que matou, segundo os dados mais recentes, 150 pessoas e deixou 182 desaparecidos. A informação vem de e-mails trocados por funcionários da empresa e da consultoria alemã Tüv Süd, obtidos pela Polícia Federal. Além dos dados discrepantes dos sensores, pelo menos cinco piezômetros, que medem a pressão de líquidos, não estavam funcionando. A Vale disse que não vai se pronunciar durante as investigações. (Estadão)

O comando da companhia teme que o funcionário Alexandre Campanha seja preso pela PF nas próximas horas. Em depoimento, o engenheiro Makoto Namba acusou Campanha de tê-lo pressionado a assinar um laudo de estabilidade da barragem de Brumadinho. (Globo)

E ontem a empresa se recusou a assinar um Termo de Ajuste Preliminar Extrajudicial proposto pelo Ministério Público com ações emergenciais em Brumadinho. A empresa disse que precisa fazer uma análise técnica das 40 medidas, que incluem ressarcimento da perda de arrecadação do governo de Minas e da prefeitura de Brumadinho. (Estadão)

Enquanto segue a investigação, surgem novos relatos de quem viveu a tragédia. Motorista de mega caminhões da mineradora, Ana Paula da Silva Mota conta que viu o mar de lama e dejetos vir em sua direção e fugiu em marcha ré com o caminhão carregado com 91 toneladas de minério. “A onda veio muito rápido. Mas também parecia que estava em câmera lenta. É algo muito estranho, não consigo explicar”, conta.

Por: Meio