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Sérgio Cabral: ‘Eu era viciado em dinheiro’


Preso desde 2016 e condenado a quase 200 anos de prisão, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral ligou a metralhadora giratória em depoimento ontem à Justiça Federal. Admitiu ter recebido mais de R$ 30 milhões em propinas apenas de um empresário, confessou ser dono de US$ 100 milhões nas contas de doleiros no exterior e classificou sua relação com o poder e o dinheiro como um vício. Cabral não poupou aliados. Disse que o ex-prefeito Eduardo Paes recebeu dinheiro dele para campanhas, embora não fizesse parte da organização. Já seu vice e sucessor no governo, Luiz Fernando Pezão, estava no esquema e teria levado uma mesada de R$ 150 mil.

Chama a atenção no depoimento Cabral ter deixado seu secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, de fora da lista de auxiliares que não sabiam da propina, como informa Lauro Jardim. (Globo)

Sem entrar em detalhes, Cabral disse ter certeza de que a Arquidiocese do Rio e o próprio arcebispo tinham envolvimento em propinas com organizações sociais. Dom Orani Tempesta negou. (Estadão)

Bernardo Mello Franco: “Em conversas reservadas, Cabral tem indicado disposição para revelar segredos da magistratura. Além de influir em decisões do Tribunal de Justiça do Rio, ele apadrinhou a indicação de ao menos quatro ministros do STJ e um ministro do Supremo. Uma delação do ex-governador pode ser o ponto de partida para a aguardada operação Lava-Toga.” (Globo)

Fonte: Meio

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