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Reformas paradas à espera de Bolsonaro



O ministro da Economia, Paulo Guedes, se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta quinta-feira para tratar da reforma da Previdência. Durante duas horas eles discutiram a tramitação e a importância da reforma, cuja aprovação Alcolumbre classificou como imprescindível. Mas há um problema. Os pontos mais polêmicos do projeto, como idade mínima, novo regime trabalhista e tempo de transição, serão decididos pelo presidente Jair Bolsonaro, e ele está internado se recuperando de uma cirurgia de reversão de colostomia.

Para complicar o cenário, Bolsonaro foi diagnosticado com pneumonia após apresentar febre de 38º C na noite de quarta-feira. Segundo o boletim médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, ele está recebendo uma dose maior de antibióticos. Não se sabe ainda se a pneumonia vai retardar ainda mais a alta do presidente e, por conseguinte, a definição da proposta de reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso. Médicos dizem que a situação inspira cuidados.

Outro tema espinhoso que aguarda a volta de Bolsonaro é a relação com os partidos. A Casa Civil mandou suspender todas as contratações e demissões em órgãos federais nos estados após reclamações de políticos da base de apoio. Órgãos como o Incra estavam afastando apadrinhados de parlamentares e provocando descontentamento. A despolitização dos cargos, prometida pelo presidente na campanha eleitoral, bate de frente com a necessidade de aprovar as reformas. (Estadão)

Vera Magalhães: “A articulação política do governo está em compasso de espera — e esse estágio não combina com a premência de se definir o texto da reforma da Previdência e encaminhar o projeto ao Congresso. Dependem de Bolsonaro questões cruciais como a definição da idade mínima para aposentadoria, detalhes da transição e a forma de coordenar a proposta de emenda constitucional e o projeto que vai tratar dos militares. No Congresso, líderes e dirigentes das duas Casas notam que a montagem da base aliada está atrasada e, se fosse hoje, o governo teria dificuldade de aprovar a reforma.” (Estadão)

Por: Meio

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