01 fevereiro 2019

Dia de tensão no Congresso, com posse e eleição



Não foi fácil — o placar terminou em 7 a 5 —, mas Renan Calheiros superou a briga interna do MDB e será o candidato do partido à presidência do Senado, hoje. O discurso formal é de que ele promoverá a política liberal do governo Jair Bolsonaro. Mas há outros motivos que podem levar os senadores a escolhê-lo. “A cúpula do PSDB, que tem rejeitado Renan, deveria se lembrar que dentro de seu próprio partido tem muitos investigados e até presos”, explicou Katia Abreu a Andréia Sadi. “Vamos dar oportunidade a todos de defesa, inclusive Flavio Bolsonaro.” Além dele, concorrerão hoje mais sete candidatos. Se o voto for secreto, a fragmentação deverá favorecer Calheiros.

Aliás... Bolsonaro ligou do hospital para parabenizar Renan pela vitória. Quando o telefonema vazou, o presidente saiu ligando para os outros. (Globo)

E... Como presidente do Senado, segundo gravações que a Folha conseguiu, Renan operou com Joesley Batista para definir o ministro da Agricultura no governo Dilma.

Na Câmara, a bancada do PSB aprovou a formação de um bloco com Rede, PSOL e PT, frustrando o projeto de isolar os petistas no Congresso na formação de um novo bloco opositor. Segundo Daniela Lima e Thais Arbex, PCdoB e PDT estão pressionados, agora, a se juntar. (Folha)

Seis deputados concorrem à presidência da Casa, mas Rodrigo Maia deverá ser reeleito.

Por: Meio